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Equipamentos de R$ 2,4 milhões seguem parados em laboratório forense de Alagoas

MPAL aponta falta de estrutura física como entrave para uso de tecnologia que poderia ajudar na elucidação de crimes

Equipamentos de R$ 2,4 milhões seguem parados em laboratório forense - Fotos: Assessoria

Equipamentos de alta tecnologia adquiridos para fortalecer a investigação criminal em Alagoas estão sem utilização há cerca de um ano no laboratório forense do estado. A constatação foi feita pelo Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), durante fiscalizações realizadas em unidades da segurança pública na capital.

Entre os aparelhos estão um cromatógrafo líquido acoplado à espectrometria de massa, um cromatógrafo gasoso com detector por ionização em chama e um analisador genético. Juntos, os equipamentos somam R$ 2.452.000,00 em investimentos provenientes do Ministério da Justiça e do Fundo Nacional de Segurança Pública. Apesar do potencial para identificar vestígios biológicos, substâncias químicas e contribuir diretamente na solução de crimes, os aparelhos permanecem inativos por falta de estrutura adequada para funcionamento.

De acordo com a promotora de Justiça Karla Padilha, os equipamentos poderiam estar sendo utilizados em demandas do próprio Ministério Público e da Polícia Judiciária, mas seguem inutilizados por ausência de um espaço apropriado. Ela alertou ainda para o risco de deterioração dos aparelhos devido ao armazenamento inadequado, classificando a situação como desperdício de recursos públicos.

As inspeções do MPAL também identificaram problemas estruturais em diversas unidades da segurança pública, como infiltrações, mofo, falta de materiais básicos e até risco de desabamento em alguns prédios. Diante das irregularidades, o órgão informou que deve adotar medidas judiciais, incluindo Ações Civis Públicas, para cobrar providências e garantir melhores condições de funcionamento dos serviços.