» Sociedade

Comerciantes temem aumento dos alimentos e perda de direitos com concessão da Ceasa em Alagoas

Projeto prevê contrato de até 60 anos com a iniciativa privada; permissionários cobram transparência e diálogo antes da votação na Assembleia Legislativa

Permissionários cobram transparência e diálogo antes da votação na Assembleia Legislativa - Fotos: Assessoria

A proposta de concessão do Complexo da Central de Abastecimento de Alagoas (Ceasa/AL), em Maceió, gerou preocupação entre comerciantes e representantes da categoria durante sessão especial realizada nesta quarta-feira (14/10), na Assembleia Legislativa. Entre os receios estão a perda de direitos dos permissionários e o possível aumento dos preços dos alimentos.

O debate envolve o Projeto de Lei Ordinária nº 2123/2026, que autoriza o Governo de Alagoas a conceder o uso do complexo à iniciativa privada. A proposta prevê contrato inicial de 30 anos, prorrogável por igual período, e transfere à empresa vencedora responsabilidades como gestão, manutenção, modernização e exploração econômica do espaço.

Márcio Rocha, advogado da Associação dos Comerciantes da Ceasa (Asconcal), afirmou que a entidade identificou sete pontos que precisam ser analisados. Ele também questionou a falta de audiência pública e disse que a aprovação do texto como está pode prejudicar permissionários e consumidores, com possível encarecimento dos produtos.

Francisco Lau, diretor de comunicação da Asconcal, relatou que os comerciantes foram surpreendidos pela proposta e temem aumento de despesas, fechamento de empresas e demissões. Já a permissionária Jaciara Mascarenhas cobrou transparência e destacou que os comerciantes já pagam taxas e investiram recursos próprios na estrutura de suas lojas.

A votação do projeto está prevista para esta quinta-feira (15/10). Os comerciantes defendem mais diálogo sobre a concessão e alertam que mudanças nas regras de funcionamento podem elevar os custos da atividade e refletir nos preços pagos pela população alagoana.