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Maceió inicia vistoria em mais de 2 mil imóveis próximos a áreas de afundamento do solo

Equipes técnicas vão avaliar condições estruturais das residências e cruzar registros com dados de monitoramento para acompanhar possíveis mudanças na região

Profissionais de diferentes instituições vão avaliar as condições das residências - Fotos: Jonathan Lins/Secom Maceió

O Comitê de Acompanhamento Técnico (CAT) iniciou, nesta segunda-feira (19/10), uma nova etapa de vistorias em imóveis próximos ao perímetro delimitado pelo Mapa de Linhas de Ações Prioritárias, relacionado ao afundamento do solo em Maceió associado à mineração de sal-gema da Braskem.

A previsão é de que cerca de 2.093 imóveis sejam vistoriados. As equipes incluem profissionais da Defesa Civil municipal e nacional, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), do Instituto Biodiversidade e Clima (Ibioclima), da Braskem e de consultorias especializadas.

Durante as visitas, os técnicos verificam sinais como rachaduras, fissuras e deformações em paredes e pisos. Segundo o engenheiro civil Guilherme Henrique, integrante do CAT, esses problemas, isoladamente, não comprovam relação com o afundamento do solo.

As inspeções presenciais são cruzadas com dados de equipamentos de monitoramento e imagens de satélite. A análise conjunta ajuda a avaliar o comportamento da região e a identificar se são necessárias investigações complementares.

Na campanha encerrada em maio, foram visitados 2.216 imóveis: 704 passaram por vistoria completa, 1.217 estavam sem moradores e, em 295 casos, os residentes não autorizaram a entrada das equipes.

Os resultados da nova etapa serão reunidos em relatórios técnicos para subsidiar avaliações sobre a região e a eventual necessidade de atualizar o mapa. O início das vistorias, por si só, não indica avanço do fenômeno nem ampliação da área delimitada.