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Semdes nega expulsão de comunidade índigena de abrigo e diz que decisão foi individual

Secretaria afirmou que a saída do grupo foi de forma voluntária e que apenas uma pessoa havia sido retirada por determinação da prefeitura

Semdes nega expulsão de comunidade índigena de abrigo e diz que decisão foi individual - Fotos: Reprodução/Internet

Na última semana, a comunidade índigena venezuelana Warao, presente em Maceió, denunciou ter sido expulsa de um abrigo mantido pela Prefeitura de Maceió, através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social. A saída da comunidade teria partido de uma denúncia de violência doméstica.

Segundo a denúncia, a prefeitura teria deixado desabrigadas ao menos 62 pessoas, incluindo crianças e idosos. A comunidade, que agora está em situação de rua, buscou abrigo em um terreno.

O grupo denunciou também a insalubridade no abrigo, falta de comunicação com as lideranças quanto a vida coletiva e preconceito, com imposição de estigmas impostos às comunidades tradicionais.

Em nota, a prefeitura de Maceió explicou que o desligamento ocorrido no abrigo partiu de uma situação de violência doméstica, descumprindo as normas internas da unidade, e que ele foi individual. A decisão de saída dos outros integrantes do grupo foi totalmente voluntária.

“A pasta reafirma que as portas do abrigo permanecem abertas para o acolhimento das famílias. Entretanto, o cumprimento do regulamento interno é indispensável”, diz a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, Primeira Infância e Segurança Alimentar (Semdes).

Confira a nota na íntegra:


A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, Primeira Infância e Segurança Alimentar (Semdes) vem a público esclarecer informações que têm circulado acerca do abrigo e do atendimento às famílias indígenas da etnia Warao.

O desligamento ocorrido no abrigo decorreu de uma situação de violência doméstica e foi motivado pelo descumprimento das normas internas da unidade. O procedimento foi devidamente instruído, com relatório e registros de áudio nos quais a pessoa em situação de violência solicita ajuda.

É importante destacar que o desligamento foi individual, atingindo apenas uma pessoa. A decisão de outros integrantes da família e de membros de outras famílias do grupo de acompanhá-la ocorreu de forma voluntária, não havendo determinação da Semdes para o desligamento dessas pessoas.

A Secretaria recebeu o grupo em diferentes ocasiões, esclareceu novamente os motivos da decisão e reforçou o convite para que as famílias retornem ao abrigo. Todas as informações pertinentes ao caso, incluindo relatórios, boletim de ocorrência e registros policiais, estão sendo encaminhadas ao Ministério Público para conhecimento e providências cabíveis.

A pasta reafirma que as portas do abrigo permanecem abertas para o acolhimento das famílias. Entretanto, o cumprimento do regulamento interno é indispensável para garantir a segurança e a integridade dos demais acolhidos e dos profissionais que atuam na unidade.