» Sociedade

TJAL discute solução para famílias acampadas em terras das usinas Laginha e Guaxuma

Presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas reúne movimentos agrários para buscar acordo que beneficie mais de 5 mil famílias e credores das usinas falidas

Mediação do TJAL tenta resolver conflito nas usinas Laginha e Guaxuma - Fotos: Dicom TJAL/Divulgação

O presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), desembargador Fábio Bittencourt, reuniu-se nesta quinta-feira (13) com lideranças de oito movimentos agrários para discutir soluções para o conflito envolvendo mais de cinco mil famílias acampadas em terras das usinas Laginha e Guaxuma. O encontro contou com a presença dos desembargadores Tutmés Airan de Albuquerque e Fábio Ferrario, além do magistrado Thiago Morais, integrante da comissão que atua no processo de falência da Laginha Agro Industrial.

O objetivo da reunião foi promover o diálogo entre as partes, buscando uma solução que atenda tanto aos credores das usinas falidas quanto às famílias que ocupam as terras há mais de dez anos. “O Poder Judiciário está conversando com as partes para ver se conseguimos chegar a uma solução comum, sem prejuízos para ninguém”, afirmou Bittencourt.

Laginha e Guaxuma

As usinas Laginha e Guaxuma estão no centro de um dos maiores processos de falência do país, envolvendo questões fundiárias e sociais complexas. O desembargador Tutmés Airan ressaltou que o papel do Judiciário é promover a paz por meio do diálogo. “Esse encontro foi muito importante para ouvir as partes e buscar uma solução que cause menos efeitos colaterais”, destacou.

Débora Nunes, integrante da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), avaliou a reunião como positiva. “Estamos aqui para buscar uma solução que resolva a situação dos credores e das famílias, especialmente as mais vulneráveis, que somos nós”, afirmou.

O encontro reuniu representantes de diversos movimentos, incluindo a Comissão Pastoral da Terra (CPT), a Frente Nacional de Luta (FNL), o Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL), o Movimento Popular de Luta (MPL), o Movimento Social de Luta (MSL), o MST, o Movimento Via do Trabalho (MVT) e o Movimento Terra Livre (TL).

A situação das usinas Laginha e Guaxuma segue como um dos principais desafios fundiários e sociais de Alagoas, exigindo ações coordenadas e sensíveis às necessidades de todos os envolvidos.

Com informações da assessoria do Tribunal de Justiça de Alagoas