» Sociedade
Exclusivo: Motorista que atropelou e matou ciclista em União dos Palmares cumprirá serviços comunitários
Leonaldo Ferreira de Melo teve pena substituída e também deverá pagar 30 salários-mínimos à mãe e aos filhos da vítima

A Justiça de Alagoas condenou o motorista Leonaldo Ferreira de Melo pela morte da ciclista Adriana Avelino da Silva, de 33 anos. O atropelamento aconteceu no dia 12 de maio de 2024, no bairro Alto do Cruzeiro, no município de União dos Palmares, e gerou grande repercussão no estado. A sentença foi proferida pelo juiz Lisandro Suassuna de Oliveira e publicada na última segunda-feira (31/3).
» LEIA TAMBÉM
- CASO ADRIANA AVELINO Justiça define data para audiência do caso de ciclista atropelada em União dos Palmares
- CASO ADRIANA AVELINO Polícia identifica suspeito de atropelar e matar ciclista em União dos Palmares
- CASO ADRIANA AVELINO Polícia Civil de União dos Palmares conclui inquérito e indicia motorista por atropelamento de ciclista
- UNIÃO DOS PALMARES Família questiona: Investigação de fake news avança enquanto caso de ciclista atropelada permanece estagnado
- ADRIANA AVELINO Morte de ciclista em União dos Palmares completa um mês sem resolução
- Família cobra Justiça Caso Adriana: Delegado busca evidências para esclarecer atropelamento de ciclista
Leonaldo foi condenado a três anos, cinco meses e oito dias de detenção pelo crime de homicídio culposo no trânsito, agravado pela omissão de socorro. Além disso, sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) foi suspensa por um ano e seis meses. No entanto, a pena de prisão foi substituída por prestação de serviços à comunidade e pelo pagamento de 30 salários-mínimos à mãe e aos filhos da vítima.
Na decisão, o juiz destacou que o réu conhecia bem a região do acidente e que sua negligência contribuiu para a tragédia. Além disso, o réu deixou de prestar socorro à vítima, diminuindo suas chances de sobrevivência. A Justiça também levou em consideração as graves consequências do crime, já que Adriana deixou dois filhos pequenos, que passaram a ser criados pela avó materna, enfrentando dificuldades financeiras e emocionais.
Versão do motorista
Em audiência realizada no dia 4 de dezembro de 2024, Leonaldo relatou que saiu de casa por volta das 17h40 daquele domingo para visitar sua mãe, que estava na casa de uma irmã em União dos Palmares, por conta do Dia das Mães. Ao entrar em uma rua estreita, ouviu um barulho incomum no veículo. Ele afirmou que parou o carro, baixou o vidro e percebeu uma bicicleta caída no chão, ao lado do corpo de uma pessoa.
Sua esposa, que estava no automóvel com ele, insistiu para que parasse e prestasse socorro, mas Leonaldo decidiu seguir viagem. Ele justificou sua atitude alegando que não acreditava ter atingido a ciclista e que temia ser responsabilizado injustamente. Além disso, afirmou que a rua estava deserta no momento do acidente e que teve medo de ser linchado pela população e de "pagar sem dever".
No dia seguinte, o acusado soube da morte de Adriana Avelino e, posteriormente, viu imagens de câmeras de segurança divulgadas na internet, que confirmavam o atropelamento. Ele relatou que, a partir desse momento, entrou em desespero diante da repercussão do caso, mas manteve sua versão de que não percebeu o impacto no momento do acidente.
O réu também declarou que nunca procurou a família da vítima por não ter condições financeiras de oferecer qualquer tipo de ajuda. Segundo ele, trabalha como motorista e faz pequenos serviços como mecânico, mas desde o acidente enfrenta dificuldades financeiras e emocionais.
» MAIS LIDAS
-
1
GG sem cargo
Confira a portaria com a exoneração de Gilberto Gonçalves da Prefeitura de Rio Largo
-
2
Trânsito lento
Batida entre cinco carros causa lentidão na Avenida Afrânio Lages, em Maceió
-
3
Agora é com o Judiciário
Tentativa de Golpe: Prefeito de Rio Largo entra na Justiça para barrar afastamento
-
4
Jovem de 18 anos morre após mal súbito durante treino em academia de Cajueiro
-
5
Curiosidades
Saiba por que 1º de abril é o Dia da Mentira em diversos países