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Dono de bar em Murici é denunciado por estupro e divulgação de imagens íntimas de vítimas dopadas
MPAL pede prisão preventiva e condenação por crimes sexuais; caso revela padrão de violência com múltiplas vítimas
O Ministério Público de Alagoas (MPAL) formalizou denúncia contra o proprietário de um bar em Murici, acusado de dopar e violentar sexualmente clientes mulheres, além de compartilhar imagens íntimas das vítimas. A promotora Ilda Regina, titular da Promotoria de Justiça local, requereu o julgamento do acusado por três crimes: registro não autorizado de intimidade sexual (Art. 216-B), estupro de vulnerável (Art. 217-A) e divulgação de cena de estupro (Art. 218-C), com penas que podem chegar a 15 anos de reclusão. O MPAL também pede a aplicação do crime continuado (Art. 71), já que investigações revelaram um padrão de violência contra múltiplas vítimas.
O crime mais recente do acusado ocorreu quando duas mulheres – uma jovem e sua tia – aceitaram dormir na residência dele após consumirem bebidas no bar. A vítima acordou na cama do proprietário sem lembrar como chegou ao local. Dias depois, vídeos do estupro foram compartilhados pelo suspeito em grupos de WhatsApp, mostrando claramente a vulnerabilidade das mulheres, possivelmente dopadas. A polícia encontrou frascos de ansiolíticos durante buscas no imóvel.
Após a divulgação do caso, outras mulheres relataram experiências similares. As imagens apreendidas mostram diferentes vítimas em situações de vulnerabilidade. "O padrão é claro: ele aproveitava a confiança e a embriaguez para cometer os crimes", afirmou a promotora Ilda Regina.
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