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Justiça de Alagoas condena serial killer a 24 anos de prisão pela morte de mulher trans em Maceió
Réu também tirou selfies ao lado do corpo da vítima e já tinha outra condenação por homicídio
A Justiça de Alagoas condenou o serial killer Albino Santos de Lima a 24 anos e seis meses de reclusão, em regime inicialmente fechado, pelo assassinato de Louise Gbyson Vieira de Melo, uma mulher trans de 31 anos. O crime ocorreu em novembro de 2023, no bairro Vergel do Lago, em Maceió. O julgamento aconteceu nesta sexta-feira (6), no Fórum da Capital, com júri popular.
Louise foi executada com disparos de arma de fogo na cabeça. Segundo o Ministério Público de Alagoas (MPAL), o réu agiu de forma premeditada, com motivação torpe e impossibilitando qualquer chance de defesa da vítima – configurações que levaram à condenação por homicídio triplamente qualificado, incluindo o reconhecimento do feminicídio.
Durante o julgamento, o promotor de Justiça Antônio Vilas Boas, responsável pela acusação, afirmou que o réu perseguiu Louise por semanas e armazenava diversas fotos dela. Após o crime, Albino ainda tirou selfies ao lado do corpo da vítima e, mais tarde, na lápide dela no cemitério.
“Apesar de alegar ser um homem com problemas psiquiátricos, nós comprovamos, por meio de perícia, que ele tem as suas faculdades mentais perfeitas, e teve consciência plena do homicídio que estava praticando [...] De doido, ele não tem nada, a verdade dos fatos é que o Albino é um psicopata desprovido de quaisquer valores morais”, disse o promotor.
Defesa tentou alegar insanidade
A defesa do réu alegou que ele sofria de transtornos mentais e chegou a argumentar que Albino teria cometido o homicídio sob influência do “arcanjo Miguel”, que, segundo ele, teria “tomado seu corpo”. A tese foi refutada com base em laudos periciais apresentados pelo MP, que confirmaram a plena sanidade mental do acusado.
Histórico de violência
Esta não é a primeira condenação de Albino Santos. Em abril deste ano, ele foi sentenciado a mais de 37 anos de prisão por outro homicídio e uma tentativa de homicídio. Além disso, o Ministério Público informou que existem outras seis denúncias contra ele em andamento, todas na 47ª Promotoria de Justiça da Capital.
Louise Gbyson Vieira de Melo, nome social de Hudson Gbyson Vieira de Melo, foi lembrada por familiares e amigos como uma pessoa carismática, com forte presença na comunidade onde vivia.
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