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Greve da educação em Alagoas se intensifica com ato unificado em Arapiraca
Professores cobram cumprimento de pauta com 21 itens e denunciam adoecimento da categoria; protestos continuam durante a semana
A greve dos profissionais da rede estadual de educação de Alagoas ganhou novo fôlego nesta segunda-feira (14) com um ato público organizado pelo Sinteal em Arapiraca. Centenas de trabalhadores de diversas cidades chegaram em caravanas nas primeiras horas da manhã para marchar pelo centro da cidade, reforçando a disposição de luta da categoria.
Izael Ribeiro, presidente do Sinteal, foi enfático ao criticar a postura do governo estadual: "Hoje, pelas ruas de Arapiraca para mostrar que a nossa greve está firme e está forte. Nós só iremos retornar nossas atividades quando o governo negociar com a nossa categoria. Não adianta soltar nota na imprensa, tem que negociar com as trabalhadoras e os trabalhadores. Tem uma pauta com 21 itens, alguns deles o governo chegou a prometer implantar em junho, mas não cumpriu. Queremos valorização, queremos melhores condições de trabalho".
Um dos pontos mais alarmantes levantados pelo sindicato é o crescente índice de adoecimento entre os educadores. "Nossa categoria está adoecendo, cada dia mais trabalhadoras e trabalhadores precisam se afastar do seu local de trabalho por conta da pressão que veio das chefias, por conta da falta de infraestrutura que não possibilita uma aprendizagem significativa", denunciou Ribeiro. O protesto, que saiu da Gerência Regional de Ensino em direção à Praça Marques da Silva, buscou conscientizar a população sobre essas questões através de discursos, panfletagens e intervenções.
O Sinteal convocou os profissionais a manterem a pressão. Na terça-feira (15), haverá uma panfletagem na Praça do Centenário, em Maceió, a partir das 9h e durante a semana, ações nos núcleos regionais de todo o estado.
"Nós queremos que o governo possa abrir um canal de negociação e verdadeiramente dialogue com nossa categoria, discuta os pontos de pauta para que possamos chegar a um denominador comum. Queremos valorização, o estado tem dinheiro, já mostramos isso, eles já reconhecem, agora precisam sentar, e de fato negociar as demandas da educação", finalizou Izael, reforçando o chamado para que mais professores se unam ao movimento.
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