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Último exame do caso Gabriel Lincoln é concluído pela Polícia Científica
Perícia residuográfica finaliza série de laudos que reforçam investigações da Polícia Civil de Alagoas

A Polícia Científica de Alagoas concluiu nesta terça-feira (26/8) o exame residuográfico referente ao caso do adolescente Gabriel Lincoln. O procedimento, realizado pelo Laboratório Forense do Instituto de Criminalística, só foi possível após a manutenção do Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV), equipamento essencial para a análise. O laudo foi disponibilizado para a delegacia anexar ao inquérito policial concluído pela Polícia Civil.
O trabalho investigativo começou em 4 de maio com o Exame Cadavérico no Instituto Médico Legal de Arapiraca, entregue em 12 de maio. No mesmo dia, o Instituto de Criminalística coletou amostras biológicas para o exame residuográfico. Em 12 de junho, o laudo balístico confirmou que a arma apreendida funcionava corretamente e que dela havia partido um disparo.
Durante junho, dois exames de DNA foram realizados no Laboratório de Genética Forense do ICM. O primeiro, em 9 de junho, identificou mistura de perfis genéticos no gatilho da arma; o segundo, em 7 de julho, descartou a compatibilidade com o filho biológico dos pais de Lincoln. Em 15 de julho, ocorreu a Reprodução Simulada dos fatos na Avenida Vieira de Brito, em Palmeira dos Índios, com laudo de 116 páginas entregue em 19 de agosto.
Por fim, o exame residuográfico encerrou a série de perícias. O perito Thalmanny Goulart destacou o compromisso da gestão do laboratório com a qualidade e celeridade, enquanto a perita-geral Rosana Coutinho elogiou a integração entre os institutos de Maceió, Agreste e IML de Arapiraca, que garantiu análises técnicas essenciais para o desfecho das investigações.
Três PMs indiciados
A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) concluiu o inquérito sobre a morte de Gabriel Lincoln, ocorrida em 3 de maio deste ano, na Avenida Vieira de Brito, em Palmeira dos Índios, e indiciou três policiais militares envolvidos na abordagem. A informação foi divulgada na tarde desta sexta-feira (22/8).
De acordo com a investigação, o sargento da guarnição foi indiciado pelos crimes de homicídio culposo e fraude processual, enquanto os outros dois policiais responderão por fraude processual. Os exames periciais, que incluíram análise de DNA, residuografia e reprodução simulada, apontaram que o disparo que matou o adolescente foi acidental. Gabriel estava desarmado no momento da perseguição.
A apuração também revelou que os policiais apresentaram falsamente um revólver como se fosse pertencente à vítima, numa tentativa de simular legítima defesa, configurando, além do homicídio culposo, fraude processual especial prevista na Lei de Abuso de Autoridade.
Além do indiciamento, a Polícia Civil representou pelo afastamento cautelar dos militares. O inquérito será encaminhado ao Ministério Público, que terá a responsabilidade de promover a denúncia e adotar todas as providências legais cabíveis.
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