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MST denuncia despejo violento de acampamento em Arapiraca e cobra respeito aos direitos humanos
Vereador Zé Neto, do PT de Piranhas, emite nota de repúdio e solidariedade às famílias removidas do Acampamento Papa Francisco
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) denunciou o despejo realizado na última quarta-feira (12/11) no Acampamento Papa Francisco, em Arapiraca, alegando que a ação policial ocorreu de forma truculenta e deixou famílias camponesas expostas à violência e à perda imediata de seus pertences. A remoção, segundo o movimento, desrespeitou princípios básicos de dignidade e direitos humanos.
A repercussão levou o vereador Zé Neto, do PT de Piranhas, a divulgar uma nota pública de repúdio, classificando o episódio como “inaceitável” e um retrocesso no tratamento às populações do campo. Para ele, o Estado deveria priorizar o diálogo e a mediação social, e não recorrer à força contra trabalhadores que lutam pelo direito à terra.
Na manifestação, o vereador expressou solidariedade às famílias despejadas e reforçou seu apoio à pauta da Reforma Agrária, destacando que a função social da terra precisa ser respeitada. Ele apontou ainda que o episódio representa mais um capítulo de desrespeito histórico sofrido pelos camponeses brasileiros.
O MST afirma que, mesmo diante da repressão, seguirá mobilizado e organizado, buscando garantir condições dignas às famílias e denunciando ações consideradas abusivas. O movimento prevê novos atos e debates públicos para chamar atenção para a situação do acampamento e ampliar o apoio social.
Confira a nota na íntegra:
"NOTA DE REPÚDIO
Manifestamos nosso mais profundo repúdio ao violento despejo do Acampamento do MST, Papa Francisco, localizado no município de Arapiraca, realizado de forma brutal pelas forças policiais. O uso da violência contra famílias trabalhadoras do campo, que lutam pelo direito à terra e à dignidade, é uma afronta aos princípios democráticos e aos direitos humanos.
O que ocorreu é inaceitável. Em vez de diálogo e respeito, o Estado respondeu com repressão e truculência, um retrocesso inadmissível em um país que ainda deve uma profunda dívida social e histórica com o povo camponês.
Expresso minha solidariedade às famílias despejadas e reafirmo meu compromisso com a luta pela Reforma Agrária, pela função social da terra e pela justiça no campo. Nenhuma ação de força poderá calar a legítima organização popular que busca construir um Brasil mais justo e igualitário.
Seguiremos firmes ao lado do MST e das famílias do acampamento Papa Francisco e de todos os movimentos sociais que defendem o direito à terra, à moradia e à vida digna.
Zé Neto do MST.
Vereador do PT,Piranhas."
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