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Operação desmonta esquema que movimentou R$ 400 milhões e sonegou milhões em Alagoas
Ação do MPAL cumpre mandados em três estados e mira organização criminosa ligada a fraudes fiscais e lavagem de dinheiro
O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) deflagrou, nesta terça-feira (18/11), a Operação Invoice, com o objetivo de desarticular um esquema milionário de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro que, segundo as investigações, drenou recursos públicos essenciais. O grupo criminoso teria movimentado aproximadamente R$ 400 milhões e deixado de recolher mais de R$ 40 milhões em tributos, valores que podem aumentar conforme o avanço da apuração.
A operação é coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal e Lavagem de Bens (Gaesf) e cumpre 15 mandados de busca e apreensão expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital. As diligências se estendem por três estados: Alagoas (2), Espírito Santo (1) e Santa Catarina (11), tendo como alvo empresários, operadores financeiros, laranjas, testas-de-ferro e até um agente público aposentado.
De acordo com o promotor de Justiça Cyro Blatter, coordenador do Gaesf, o esquema funcionava por meio de quatro empresas de importação e exportação e um grupo de 11 pessoas físicas, que utilizavam uma estrutura sofisticada de ocultação patrimonial e pulverização de recursos. “Cada centavo sonegado representa menos saúde, menos educação e menos segurança para o povo alagoano”, afirmou Blatter, que acompanha parte das diligências em Santa Catarina.
A investigação aponta ainda a utilização de laranjas — inclusive beneficiários de programas sociais — e a emissão de faturas internacionais fraudulentas, conhecidas como invoices, que davam aparência de legalidade às operações. Os promotores destacam que o objetivo do grupo era confundir rastros, dificultar o rastreamento financeiro e ampliar o prejuízo ao Estado.
Pela gravidade e complexidade dos fatos, o MPAL mantém parte das informações sob sigilo para garantir a efetividade das medidas judiciais. Ao final da investigação, o órgão pretende buscar o ressarcimento integral do dano aos cofres públicos e responsabilizar criminalmente todos os envolvidos.
A Operação Invoice conta com o apoio dos Ministérios Públicos do Espírito Santo e de Santa Catarina, além das Polícias Civil e Militar desses estados, da Sefaz/AL, da PGE/AL e da Secretaria de Segurança Pública de Alagoas. O nome da operação faz referência às invoices internacionais, documentos utilizados no comércio exterior e que, segundo o MP, foram fundamentais para camuflar o esquema que lesou o Estado de maneira estruturada e continuada.
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