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Operação Tenebris Tuning prende 12 suspeitos e mira esquema criminoso em Alagoas
Ação da Polícia Civil cumpre 14 mandados e amplia investigação que envolve lavagem de dinheiro, adulteração de veículos e tráfico de drogas
A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) realizou, nas primeiras horas desta sexta-feira (5/12), a Operação Tenebris Tuning, que resultou na prisão de 12 suspeitos ligados a um amplo esquema criminoso. Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de prisão e de busca e apreensão, em uma ofensiva que apura crimes como lavagem de dinheiro, corrupção passiva, adulteração de veículos, peculato, organização criminosa e tráfico de drogas.
A ação é um desdobramento direto da Operação Lavagem Paulista, deflagrada em setembro de 2025 pela Diretoria de Inteligência Policial (Dinpol), e aprofunda a investigação sobre a estrutura financeira e operacional de grupos ilícitos que atuam no estado.
Sob coordenação do diretor da Dinpol, delegado Thales Araújo, e da delegada-adjunta Bárbara Porto, a operação também cumpriu sete mandados de busca em estabelecimentos comerciais cujos nomes fazem referência a facções criminosas, levantando suspeitas de fachada para atividades ilegais.
As diligências ocorreram em diversas localidades de Maceió e da Região Metropolitana, incluindo Rio Largo, Cidade Universitária, Serraria, Benedito Bentes, Antares, Tabuleiro e Jatiúca. Equipes também atuaram simultaneamente em Arapiraca e no estado de São Paulo, ampliando o alcance da investigação.
Além dos mandados domiciliares, a operação passou por estabelecimentos comerciais situados na Cidade Universitária, Ponta da Terra, Benedito Bentes, Jacintinho e Ponta Grossa, reforçando o combate ao uso de lojas e oficinas como pontos de apoio para atividades criminosas.
A Tenebris Tuning mobilizou diversas unidades especializadas da Polícia Civil, entre elas a Polinter/SP, Oplit, CORE, SAER, Geai, equipes da DPJ1, além da coordenação da DHPP no interior, da Delegacia Regional de Palmeira dos Índios e da Unidade de Atendimento ao Local de Crime III (UALC III). O trabalho integrado reforça o compromisso da instituição em desarticular organizações criminosas e interromper o fluxo de recursos usados para financiar atividades ilegais.
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