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‘Corrupção na Saúde da gestão Paulo Dantas custou a vida de muitos alagoanos’, diz deputado
Cabo Bebeto afirma que denunciou irregularidades por quase três anos, cobra apuração rigorosa da PF e relaciona operação a prejuízos diretos no atendimento à população
O deputado estadual Cabo Bebeto se manifestou após a deflagração da operação Estágio IV, da Polícia Federal, que investiga suspeitas de corrupção e desvios de recursos na Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau) e resultou no afastamento do secretário Gustavo Pontes. Para o parlamentar, as irregularidades apuradas tiveram impacto direto na assistência à população e provocaram consequências irreversíveis para muitos alagoanos.
Segundo o deputado, as denúncias vinham sendo feitas de forma reiterada ao longo dos últimos anos. “É pessoal, eu passei quase três anos denunciando praticamente sozinho as falcaturas e as coisas estranhas que aconteciam na Secretaria de Saúde de Alagoas. Hoje a PF faz uma operação”, afirmou. Ele lembrou ainda que alertou sobre contratos específicos antes da ação policial. “Em novembro de 2024 eu falei sobre essa NOT e adivinhem que a Polícia Federal foi bater na porta? exatamente nela.”
Bebeto relacionou os valores investigados às falhas no funcionamento da rede pública de saúde. “Espero que tudo seja esclarecido, investigado e apurado, porque isso custou a vida de muitos alagoanos. 100 milhões de investimentos estão sendo investigados, 100 milhões, aparentemente 18 milhões já foram confirmados como estavam de forma irregular.” Para o deputado, os efeitos do esquema atingiram diretamente os serviços. “Com isso faltou medicamento, com isso aparelhos continuaram quebrados, com isso faltou atendimento, um rolo muito grande.”
Em outras manifestações públicas ao longo dos últimos anos, o parlamentar reforçou críticas à gestão da saúde estadual. Em 4 de junho de 2025, declarou: “O Estado está brincando muitas vezes com a vida das pessoas, porque apenas pelando. É preciso que todos nós, que a gente se junte aqui para olhar a saúde de Alagoas.” Já em 22 de setembro de 2025, afirmou: “Só não mostra a verdade da saúde de Alagoas quem não precisa.” Em 27 de novembro do mesmo ano, voltou a criticar a administração: “Não é falta de dinheiro, é sim falta de compromisso e de gestão.”
A operação Estágio IV foi deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (16/12), com o cumprimento de 38 mandados de busca e apreensão e a aplicação de medidas cautelares, incluindo a suspensão do exercício de função pública por 180 dias. As ordens judiciais foram expedidas pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região e cumpridas em Alagoas, Pernambuco e no Distrito Federal, com apoio da CGU, Receita Federal e do Departamento Nacional de Auditoria do SUS.
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