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AVC ou enxaqueca com aura? Saiba como identificar os sinais e quando buscar ajuda imediata

Neurologista explica as diferenças entre as duas condições e alerta para sintomas que exigem atendimento de urgência

Hospital Metropolitano dispõe de equipe especializada e estrutura adequada para o atendimento rápido e seguro - Fotos: Brunno Afonso

Dor de cabeça intensa, confusão mental e mal-estar súbito costumam causar preocupação imediata em quem sente ou presencia esses sintomas. Em muitos casos, surge uma dúvida comum: trata-se de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou de uma enxaqueca com aura? Embora algumas manifestações possam parecer semelhantes, as duas condições são distintas e exigem atenção médica rápida para um diagnóstico seguro.

De acordo com a neurologista Rebeca Teixeira, do Hospital Metropolitano de Alagoas (HMA), a principal diferença está na forma como os sintomas aparecem e no tipo de alteração neurológica envolvida. “No AVC, os sintomas geralmente aparecem de forma súbita e estão relacionados a déficits neurológicos, como fraqueza em um lado do corpo, dificuldade para falar, desvio da boca, perda de equilíbrio ou confusão mental”, explica a especialista.

Por que os sintomas confundem?

A presença de dor de cabeça intensa em ambas as situações é um dos fatores que mais geram confusão, especialmente fora do ambiente hospitalar. No entanto, a avaliação do conjunto de sinais e da maneira como eles se instalam é fundamental para diferenciar os quadros.

No AVC, principalmente no tipo isquêmico, os sintomas surgem de forma repentina e incluem fraqueza ou dormência em um lado do corpo, dificuldade para falar ou compreender, alteração na marcha, perda de coordenação e confusão mental súbita. A dor de cabeça pode ocorrer, sendo mais frequente no AVC hemorrágico, mas não costuma ser o sintoma principal. “O que mais chama atenção no AVC são os déficits neurológicos. A dor pode existir, mas não é o principal sinal”, reforça Rebeca Teixeira.

Como se manifesta a enxaqueca com aura?

Na enxaqueca com aura, a dor de cabeça é o sintoma predominante e geralmente é descrita como forte e pulsátil. Antes do início da dor, podem surgir manifestações neurológicas transitórias, conhecidas como aura.

Entre os sinais mais comuns estão alterações visuais, como pontos brilhantes ou visão embaçada, além de formigamentos, sensibilidade à luz e ao som, náuseas e vômitos. Em algumas situações, pode haver alteração temporária da fala ou perda de força, mas sem os déficits neurológicos persistentes característicos do AVC. Nesses casos, os exames de imagem costumam não apresentar alterações. “Diferentemente do AVC, a enxaqueca com aura não costuma causar paralisia permanente ou perda súbita da fala. Os sintomas neurológicos são transitórios e precedem a dor”, esclarece a neurologista.

Quando procurar atendimento de urgência?

A orientação médica é clara: sempre que houver dor de cabeça súbita e intensa, diferente da habitual, associada à perda de força, alteração na fala, tontura, dificuldade para caminhar, confusão mental ou desmaio, é fundamental buscar atendimento de urgência e não esperar que os sintomas desapareçam sozinhos.

Exames são decisivos para o diagnóstico

Apesar das diferenças clínicas, apenas exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética, conseguem confirmar o diagnóstico com segurança. “O tempo é decisivo, principalmente no AVC. Quanto mais rápido o paciente chega ao hospital, maiores são as chances de reduzir sequelas e salvar vidas”, destaca Rebeca Teixeira.

O Hospital Metropolitano de Alagoas, unidade 100% SUS e referência em média e alta complexidade, conta com equipe especializada e estrutura adequada para o atendimento rápido e seguro de pacientes com suspeita de AVC e outras urgências neurológicas.

*Com informações da Assessoria