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Apesar da redução de dengue e zika, Alagoas registra alta expressiva de chikungunya em 2025

Sesau aponta queda nas principais arboviroses, mas alerta para avanço de outros vírus e reforça prevenção

Sesau alerta que a prevenção é sempre o melhor cuidado contra as arboviroses - Fotos: Ascom Sesau

Apesar da redução nos casos de dengue e zika, Alagoas fechou 2025 com alerta aceso para outras arboviroses, especialmente a chikungunya, que apresentou crescimento significativo no estado. Os dados são da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e resultam da consolidação dos indicadores do ano passado, em comparação com 2024.

Segundo a Secretaria Executiva de Vigilância em Saúde (Sevisa), foram registrados 7.955 casos prováveis de dengue em 2025, o que representa uma queda de 55,6% em relação ao ano anterior. No mesmo período, o estado contabilizou dois óbitos em decorrência da doença. Já a zika teve 68 casos prováveis, número que indica redução de 1,4%, com três gestantes diagnosticadas e nenhuma morte associada ao vírus.

Mesmo com o cenário de queda nesses indicadores, a Sesau reforça que a população não deve relaxar nos cuidados. O coordenador do Programa Estadual de Controle de Zoonoses, Clarício Bugarim, atribui os resultados positivos ao trabalho conjunto entre poder público e comunidades.

“A redução dos casos de dengue e zika em Alagoas em 2025 é a prova de que o trabalho integrado dá resultado. O fortalecimento das ações de controle do Aedes aegypti, aliado à mudança de hábitos dentro de casa e a participação ativa das comunidades, tem sido fundamental para proteger a nossa população. Cada recipiente eliminado, cada quintal cuidado e cada atitude de prevenção representam vidas preservadas”, frisou.

Em contrapartida, a chikungunya apresentou avanço expressivo. Em 2025, Alagoas registrou 3.833 casos prováveis, o que corresponde a um aumento de 801,9% em relação a 2024, além de um óbito confirmado. O estado também notificou 36 casos de febre do oropouche, sem registro de mortes.

Diante desse cenário, a Sesau mantém o alerta para o monitoramento contínuo, o diagnóstico precoce e a procura imediata por atendimento médico em caso de sintomas. “Diante dos casos de chikungunya, alertamos para o monitoramento contínuo, do diagnóstico oportuno e também da busca imediata por atendimento médico. Pessoas que apresentem sintomas devem procurar uma unidade de saúde para avaliação adequada. Hoje, a Sesau trabalha com uma metodologia considerada referência no país, que é o diagnóstico triplex, capaz de identificar dengue, zika e chikungunya em um único teste. Isso nos permite acompanhar a ocorrência dos casos com mais precisão, agir de forma mais rápida e fortalecer a prevenção de surtos, garantindo uma resposta mais eficaz em todo o estado”, finalizou Clarício.