» Polícia
Laudo aponta falha elétrica como causa da morte de mãe e filho em hotel de Maragogi
Perícia conclui que estrutura metálica energizada provocou eletroplessão de mãe e filho; documentos foram enviados à Polícia Civil
O Instituto de Criminalística de Maceió concluiu e encaminhou à delegacia, nesta sexta-feira (5/2), o laudo pericial sobre as mortes de Luciana Klein Helfstein, de 39 anos, e de seu filho, Arthur Klein Helfstein Alves, de 11, ocorridas em um hotel de Maragogi. O exame técnico confirmou que uma instalação elétrica irregular foi responsável pela eletroplessão das vítimas dentro da piscina do estabelecimento.
A suspeita de choque elétrico já havia sido levantada pelo perito criminal José Veras nos primeiros levantamentos realizados no dia 4 de janeiro, data do ocorrido. Mãe e filho foram encontrados desacordados na piscina e levados à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região, onde tiveram os óbitos confirmados.
Durante a investigação, a área da piscina foi isolada e imagens de câmeras de segurança foram analisadas. Em nova vistoria técnica, o perito retornou ao local acompanhado do especialista em engenharia elétrica Diozênio Monteiro, que realizou exames detalhados na estrutura.
Os peritos identificaram uma instalação de iluminação decorativa, conhecida como “varal de luzes”, montada no entorno da piscina e em desacordo com normas técnicas de segurança elétrica. “Verificamos que o conector tipo plugue macho, situado no flanco direito do conjunto, encontrava-se em contato direto com a estrutura metálica do guarda-corpo, promovendo a energização acidental de toda a referida estrutura. Medições técnicas realizadas no local confirmaram um potencial elétrico de aproximadamente 220 V (duzentos e vinte Volts) na superfície metálica”, explicou o perito Diozênio.
Segundo os especialistas, o ambiente apresentava alto risco por se tratar de área molhada e com presença de reservatório de água, o que aumenta a condução elétrica e o perigo de choques fatais. O laudo aponta que a ausência de medidas de segurança e o descumprimento de normas técnicas transformaram o espaço em um cenário de risco iminente para frequentadores.
A dinâmica do acidente também foi definida após análise das imagens e do local. “Mãe e filho entraram na piscina. O menor se apoiou na estrutura metálica do guarda-corpo e recebeu a primeira descarga elétrica. Em seguida, a mãe percebeu algo estranho ao ver o filho inerte. Ela então se aproximou e tocou na mesma estrutura metálica, sendo também eletrocutada. Após alguns segundos, os dois afundaram na piscina”, descreveu o perito José Veras.
O Instituto Médico Legal (IML) Estácio de Lima já havia confirmado anteriormente que as mortes ocorreram por eletroplessão, com sinais claros da passagem de corrente elétrica pelos corpos, descartando a hipótese inicial de afogamento. Os documentos técnicos elaborados pelo IML e pelo Instituto de Criminalística foram encaminhados à Polícia Civil, que dará continuidade às investigações.
» MAIS LIDAS
-
1
CAPOTAMENTO
Autoridades confirmam 15 mortes em acidente com ônibus de romeiros na AL-220
-
2
ALAGOAS
Capotamento de ônibus com romeiros deixa mortos e feridos no Sertão de Alagoas
-
3
SÃO JOSÉ DA TAPERA
Governo de Alagoas decreta luto oficial de três dias após tragédia na AL-220
-
4
EDUCAÇÃO
Inscrições para o Fies 2026 seguem abertas a partir desta terça-feira (3)
-
5
ALAGOAS
Polícia Civil instaura inquérito para apurar acidente com ônibus de romeiros na AL-220