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Laudo aponta descarga elétrica como causa de mortes em pousada de Maragogi

Exames descartam afogamento e reforçam investigação sobre falha elétrica em área de piscina

Corpos dos turistas já foram liberados para sepultamento - Fotos: Ascom PolC

O Instituto de Medicina Legal (IML) Estácio de Lima confirmou, nesta terça-feira (6/1), que a morte de uma mulher e do filho dela, ocorrida em uma pousada no município de Maragogi, no Litoral Norte de Alagoas, foi provocada por eletroplessão — exposição acidental à corrente elétrica. O resultado dos exames muda o rumo das apurações e descarta a hipótese inicial de afogamento.

As vítimas, Luciana Klein Helfstein, de 39 anos, e Arthur Klein Helfstein Alves, de 11, naturais do estado de São Paulo, apresentavam sinais compatíveis com a passagem de energia elétrica pelo corpo, segundo os laudos cadavéricos emitidos pelo IML. Após a conclusão dos exames, os corpos foram liberados para sepultamento.

A conclusão do Instituto reforça a análise preliminar feita pelo perito criminal José Veras, que esteve no local no domingo (4), dia do ocorrido. Na ocasião, mãe e filho foram encontrados desacordados na piscina da pousada e encaminhados à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região, onde os óbitos foram confirmados.

Como parte da continuidade da investigação técnica, o perito José Veras retornará ao local acompanhado do engenheiro eletricista e perito criminal Diozênio Monteiro, para a realização de exames detalhados na estrutura elétrica da pousada. A Polícia Científica também irá analisar imagens do sistema de videomonitoramento da área da piscina.

Todo o material técnico produzido pelo IML e pelo Instituto de Criminalística será reunido em laudos oficiais e encaminhado à Polícia Civil, responsável pelo inquérito que apura as circunstâncias do caso e eventuais responsabilidades pelo ocorrido.