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João Caldas se posiciona sobre escala 6x1 e emendas do orçamento secreto

Presidente nacional da Democracia Cristã critica carga tributária, diz que debate trabalhista desvia foco do emprego e questiona uso de recursos públicos em negociações políticas

João Caldas - Fotos: Assessoria

O presidente nacional da Democracia Cristã, João Caldas, comentou o debate sobre a escala de trabalho 6x1 e também fez críticas às chamadas emendas do orçamento secreto. As declarações foram publicadas em vídeo nas redes sociais nesta quinta-feira (12/2), onde o dirigente apresentou seu posicionamento sobre relações de trabalho, geração de empregos e carga tributária no país.

Durante a gravação, Caldas afirmou que sua visão sobre o tema é influenciada pela própria trajetória familiar e pelas experiências ligadas ao trabalho. Ao abordar a discussão sobre jornadas laborais, ele criticou o que considera uma inversão de prioridades no debate público e defendeu mudanças na política de impostos como forma de estimular a economia e ampliar oportunidades de emprego.

“Estão me perguntando o que é que eu acho da escala seis por um? Eu quero dizer o seguinte eu sou filho de um cabideiro, gaveteiro e cortador de cana. Aquela pessoa que corta a cana, depois faz um bolinho e botava no burro. Eu fui criado, forjado no trabalho, vendo o trabalho dentro da minha casa. É muito esforço, muito suor.”, disse.

O dirigente também apontou que a elevada carga tributária sobre empresários impacta diretamente a geração de empregos e criticou o que classificou como excesso de fiscalização e cobrança de impostos. Segundo ele, a discussão deveria priorizar renda e oportunidades ao trabalhador em vez da quantidade de dias trabalhados.

“O que precisa fazer o Brasil é o governo tirar os impostos para quem? Quem emprega o empregador? Ele paga 100% de impostos.”, afirmou, acrescentando que a tributação elevada dificulta o crescimento das empresas e pode resultar em salários menores e menos contratações.

Além da pauta trabalhista, João Caldas também mencionou o uso de recursos públicos e fez críticas ao modelo de emendas parlamentares, associando a cobrança de impostos às negociações políticas. “Sabe por que o governo faz isso? Porque tem que deixar as emendas aqui. Tem que deixar o orçamento secreto aqui para negociar com o balcão, fazer o toma lá, dá cá.”, declarou.