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Um ato de vandalismo contra a escultura “Boi Bumbá”, localizada na Avenida da Paz, no bairro do Jaraguá, em Maceió, provocou reação de integrantes do meio cultural e do artesanato alagoano. A obra é assinada pelo mestre artesão João das Alagoas e faz parte do Circuito Alagoas Feita à Mão, iniciativa voltada à valorização da arte popular e dos mestres artesãos do estado.
O monumento é considerado um dos símbolos da cultura popular alagoana e integra um conjunto de peças instaladas em pontos estratégicos da capital. O circuito reúne outras obras reconhecidas, como “O Beijo”, da mestra Mestra Irineia, localizada na Lagoa da Anta, no bairro da Jatiúca; “A Sereia”, do mestre Zezinho, instalada na orla da Pajuçara; e “O Leão”, do mestre André da Marinheira, situado na Avenida Assis Chateaubriand, nas proximidades da entrada do Pontal da Barra.
Todo o circuito passou por um processo de revitalização em 2023, com o objetivo de preservar, difundir e fortalecer o reconhecimento da arte produzida em Alagoas.
Para o mestre João das Alagoas, o episódio causa indignação, mas também reforça a necessidade de defender a cultura. “O vandalismo que fizeram causa tristeza, porque é a nossa cultura sendo atacada. Mas isso deve ser combatido. A resposta deve vir por meio da criação de mais arte e mais conscientização. Vou continuar criando, e isso nos deixa ainda mais fortes para continuar produzindo arte”, afirmou.
A secretária executiva do programa, Júlia Caroá, também lamentou o ocorrido e destacou a importância simbólica da obra para a identidade cultural do estado. Segundo ela, o monumento representa a força da cultura popular e o talento de um dos nomes mais reconhecidos do artesanato alagoano.
Em posicionamento sobre o caso, o secretário de Estado de Relações Federativas e Internacionais, Júlio Cezar, condenou o ato e reforçou a necessidade de responsabilização dos envolvidos. “Lamento profundamente e condeno qualquer tipo de vandalismo, principalmente contra o patrimônio público. Isso demonstra falta de respeito, de educação e de zelo com o instrumento público. Trata-se de uma obra de um dos mestres mais respeitados da nossa arte popular, o mestre João das Alagoas. Espero que a polícia identifique o responsável ou os responsáveis para que respondam por seus atos”, afirmou.
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