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MPs cobram soluções urgentes após identificar água imprópria em escolas públicas de Maceió
Fiscalização aponta falhas generalizadas na potabilidade e impõe prazos para correção por órgãos e concessionárias
Uma atuação conjunta do Ministério Público Estadual (MPAL), Federal e do Trabalho revelou um cenário preocupante nas escolas públicas de Maceió. Durante reunião realizada nesta quinta-feira (19/3), os órgãos discutiram medidas emergenciais após constatarem problemas na qualidade da água em todas as unidades já vistoriadas que ofertam Educação de Jovens, Adultos e Idosos.
Das 42 escolas com essa modalidade, 25 passaram por inspeção e apresentaram irregularidades relacionadas à potabilidade da água, além de falhas estruturais e condições inadequadas no ambiente de trabalho. O problema, segundo os órgãos, não se limita às unidades de ensino, mas reflete deficiências mais amplas no sistema de abastecimento que impactam a população ao redor.
O encontro reuniu representantes de diversas áreas do Ministério Público, além de órgãos públicos e concessionárias responsáveis pelo abastecimento. Entre os pontos debatidos estão falhas na distribuição, uso de carros-pipa, ausência de controle em sistemas alternativos e problemas na manutenção de reservatórios. “Estamos falando de pessoas em situação de vulnerabilidade. Em vez de fortalecer essas comunidades, o que se observa é o agravamento dessa situação por meio do acesso a uma água que pode causar adoecimento”, afirmou a promotora Alexandra Beurlen.
Para o procurador regional dos direitos do cidadão, Bruno Lamenha, a situação exige resposta imediata. “Quando a gente entra nas escolas e vê quem está ali — jovens, adultos, idosos que já enfrentam tantas dificuldades para estudar — é impossível não se preocupar. Água de qualidade não é um detalhe, é o básico. E garantir esse básico precisa ser prioridade absoluta”, declarou. Já a procuradora do Trabalho Cláudia Mendonça Soares destacou impactos diretos nas condições de trabalho, apontando descumprimento de normas de saúde e segurança.
Ao final da reunião, foram definidos prazos para diagnóstico e correção das falhas, incluindo levantamento completo das formas de abastecimento, suspensão do uso de água imprópria e elaboração de planos de ação. Os Ministérios Públicos afirmaram que o acompanhamento será contínuo e articulado, com foco em garantir acesso à água potável nas escolas, independentemente de entraves entre os prestadores de serviço.
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