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MPAL investiga esquema de R$ 10 milhões em cirurgias ortopédicas custeadas por decisões judiciais

Operação cumpre mandados em hospitais de Maceió e apura suspeitas de superfaturamento e irregularidades em materiais cirúrgicos

MP investiga esquema de R$ 10 milhões em cirurgias ortopédicas - Fotos: Reprodução

O Ministério Público do Estado de Alagoas deflagrou, nesta sexta-feira (27/03), uma operação para investigar um suposto esquema criminoso envolvendo a realização de cirurgias ortopédicas custeadas pelo Estado por meio de decisões judiciais. As apurações indicam possível superfaturamento que pode chegar a R$ 10 milhões.

Segundo o órgão, há indícios de participação de advogados, profissionais de saúde e empresas, além de irregularidades no fornecimento de órteses, próteses e materiais cirúrgicos. Cerca de 50 prontuários médicos estão sendo analisados, envolvendo principalmente procedimentos de tornozelo, joelho e coluna.

A operação, denominada “Leito de Procusto”, é conduzida pelo GAECO, que cumpre mandados de busca e apreensão em unidades hospitalares de Maceió. O objetivo é reunir documentos e registros que possam comprovar irregularidades em procedimentos já pagos com recursos públicos.

As investigações tiveram início após a Procuradoria-Geral do Estado de Alagoas identificar aumento atípico nos custos de cirurgias obtidas por via judicial. A suspeita é de que os valores apresentados nos processos eram superiores aos praticados no mercado, com custos inflados especialmente em órteses e próteses.

De acordo com o coordenador do GAECO, Napoleão Amaral, a apuração busca identificar todos os envolvidos e responsabilizar eventuais autores. O órgão também já ouviu pacientes que relataram resultados insatisfatórios e até sequelas, ampliando a gravidade das suspeitas investigadas.