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Murici lidera casos e lista aponta empregadores flagrados por trabalho análogo à escravidão

Atualização do MTE foi divulgada na última quarta-feira (8) e detalha ocorrências no interior de Alagoas

"Lista suja" do trabalho escravo em Alagoas - Fotos: Reprodução/funtrab

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) atualizou, na quarta-feira (8/4), o cadastro de empregadores ligados a trabalho análogo à escravidão. Em Alagoas, o número caiu em relação a 2024, mas Murici segue como foco.

No estado, há registros também em Traipu, Arapiraca e São Miguel dos Milagres. Em Murici, casos foram identificados na Fazenda Cansanção e no Sítio Porto Velho, todos na zona rural.

A atualização incluiu 169 novos nomes no país, somando 613. Segundo o MTE, os casos resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores em condições degradantes.

A chamada “lista suja” é um instrumento criado em 2003. A inclusão ocorre após processo administrativo, com direito à defesa, e os nomes permanecem por até dois anos para fins de transparência.

Lista de empregadores em Murici:

• LUIZ FAGUNDES DA SILVA

Município: Murici/AL
Local: Fazenda Cansanção, zona rural
Trabalhadores: 8
Ano da fiscalização: 2023
Inclusão no cadastro: 07/10/2024

• MANOEL SANTANA DOS SANTOS

Município: Murici/AL
Local: Fazenda Cansanção, zona rural
Trabalhadores: 1
Ano da fiscalização: 2023
Inclusão no cadastro: 07/10/2024

• JOSÉ CARLOS PEIXOTO DE OLIVEIRA

Município: Murici/AL
Local: Sítio Porto Velho, zona rural
Trabalhadores: 1
Ano da fiscalização: 2023
Inclusão no cadastro: 09/04/2025

• GERALDO AVELINO DA SILVA

Município: Murici/AL
Local: Fazenda Cansanção, zona rural
Trabalhadores: 15
Ano da fiscalização: 2023
Inclusão no cadastro: 06/04/2025