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Hipertensão também afeta crianças e adolescentes e exige atenção precoce, alerta cardiologista

A cardiologista pediátrica Fernanda Grossl, do Hospital do Coração Alagoano, explica as causas

Cada vez mais, crianças e adolescentes têm sido diagnosticados com hipertensão - Fotos: Nataly Lopes/ Ascom Hospital do Coração Alagoano

A hipertensão arterial não é mais problema exclusivo de adultos. Crianças e adolescentes também têm sido diagnosticados com a condição silenciosa, que evolui sem sintomas claros e pode trazer graves consequências ao longo da vida.


A cardiologista pediátrica Fernanda Grossl, do Hospital do Coração Alagoano, explica as causas. Em crianças menores, predomina a hipertensão secundária, ligada a doenças cardíacas, renais ou distúrbios hormonais. Já entre pré-adolescentes e adolescentes, cresce a forma primária.

Os vilões da hipertensão primária são os hábitos de vida: alimentação rica em sal, sedentarismo e obesidade. “A rotina com pouca atividade física contribui significativamente para esse cenário”, alerta a médica. O grande desafio é que crianças raramente apresentam dor de cabeça ou tontura, sintomas comuns em adultos.

O diagnóstico precoce depende de acompanhamento regular. A recomendação é aferir a pressão arterial em todas as consultas de rotina a partir dos três anos de idade. A boa notícia é que, na maioria dos casos, a hipertensão pode ser controlada e até revertida com mudanças no estilo de vida.

Adotar hábitos saudáveis deve envolver toda a família, com redução do sal e incentivo à prática de esportes. “Cuidar da saúde cardiovascular desde a infância é um investimento no futuro”, destaca Grossl. Pequenas mudanças hoje garantem adultos mais saudáveis amanhã.