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Jornalista Raimundo Rodrigues Pereira morre no Rio aos 85 anos
Nome da imprensa alternativa foi referência na resistência democrática durante a ditadura militar
Morreu na manhã do último sábado (2/5), no Rio de Janeiro, o jornalista Raimundo Rodrigues Pereira, aos 85 anos. Ele foi cremado no Caju e é lembrado como referência da imprensa de resistência durante a ditadura civil-militar.
Nascido em Exu (PE), foi estudante do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e acabou expulso após se posicionar contra o golpe de 1964, atuando no jornal O Suplemento. Chegou a ser preso no Deops/SP.
Formado em Física pela Universidade de São Paulo (USP), entrou no jornalismo “por acidente”. Atuou em revistas como Veja, Realidade, Isto É e Folha da Tarde. Dirigiu o Opinião e o jornal Movimento, marco da imprensa alternativa.
Para o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (SJPMRJ), ele "Nunca foi filiado a este ou aquele partido, mas esteve sempre presente no campo democrático e na sua intransigente defesa". O jornalista deixa legado na defesa da democracia e da imprensa livre.
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