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Defensoria Pública identifica problemas estruturais na sede do Samu em Maceió

Vistoria no bairro do Farol apontou falhas de manutenção, dificuldades no armazenamento de documentos e suspensão de contrato para reparos de ambulâncias

Vistoria no bairro do Farol apontou falhas de manutenção - Fotos: Assessoria

A Defensoria Pública de Alagoas (DPA) identificou problemas estruturais, falhas de manutenção e dificuldades na organização de registros durante vistoria na sede do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), no Farol, em Maceió.

A inspeção foi conduzida por Othoniel Pinheiro e pela defensora pública Lívia Risso, após denúncias sobre a falta de estrutura e relatos de familiares de pacientes psiquiátricos sobre possíveis dificuldades de acesso ao atendimento durante crises.

A sede fica em uma área afetada pelo afundamento do solo associado à atividade de mineração da Braskem. Segundo as informações levantadas, a unidade deveria ser transferida, mas ainda não há informações sobre a construção de uma nova sede.

A vistoria também apontou dificuldades para armazenar documentos, parte deles mantida em papel por falta de espaço e de um sistema informatizado integrado. Uma ambulância antiga estava sendo usada como arquivo, enquanto veículos sem condições de uso ocupavam o pátio.

Segundo os gestores, o serviço conta com 13 ambulâncias para atender Maceió e região. Do total, 12 estão em funcionamento e uma passa por manutenção. O contrato de manutenção das Unidades de Suporte Avançado (USA) próprias está suspenso há mais de um ano, e o próprio Samu realiza reparos provisórios.

A Defensoria informou que enviará ofícios à Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e a outros órgãos responsáveis para solicitar informações complementares. Conforme as respostas e as providências adotadas, a instituição poderá recorrer a medidas legais para garantir condições adequadas de atendimento.