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Presídio feminino de Alagoas terá fábrica de absorventes para capacitar reeducandas

Projeto em Santa Luzia está na etapa final de adequações e prevê destinar os produtos a comunidades em situação de vulnerabilidade social

Fabricação de absorvente - Fotos: Divulgação/Aline Jasper/UEPG

A implantação de uma fábrica de absorventes no Presídio Feminino Santa Luzia, em Maceió, entrou na pauta de uma reunião entre magistrados da execução penal e o governador em exercício de Alagoas, Fábio Bittencourt. A iniciativa pretende aliar qualificação profissional e ressocialização.

A produção ficará sob responsabilidade de reeducandas da unidade prisional. Os absorventes serão encaminhados a órgãos estaduais para distribuição a comunidades em situação de vulnerabilidade social, com foco também no enfrentamento da pobreza menstrual.

Segundo o secretário de Ressocialização e Inclusão Social, Diogo Teixeira, o projeto passa pelos últimos ajustes antes de começar a funcionar. As participantes receberão capacitação para atuar na fabricação e ampliar as oportunidades de trabalho após o cumprimento da pena.

Os insumos serão comprados com recursos de prestações pecuniárias, provenientes de condenações criminais e destinados a projetos de interesse social. O juiz Alexandre Machado citou a Resolução nº 558 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) como fundamento para a aplicação dos valores.

Bittencourt afirmou que o projeto já dispõe de equipamentos fornecidos pelo Governo Federal, mão de obra e recursos financeiros, mas ainda precisa cumprir exigências para iniciar as atividades. Também participaram do encontro os juízes Nelson Martins e Phillippe Alcântara, além de representantes do Governo do Estado.