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A redenção de Muslera na liberta após falhas na Copa do Mundo

Aos 40 anos, arqueiro foi do ceú ao inferno nas duas competições em três meses

Fernando Muslera, goleiro do Estudiantes, celebra classificação nos pênaltis contra o Flamengo, pela Libertadores. - Fotos: Imagem: PABLO PORCIUNCULA / AFP

O goleiro Fernando Muslera acumulou falhas marcantes ao longo de suas participações em Copas do Mundo pela Seleção Uruguaia, com episódios memoráris tanto em edições anteriores quanto na Copa do Mundo de 2026.

Falhas marcantes

Neste ano, o Uruguai sequer se classificou para o mata-mata. Perdeu para Colombia e Espanha por 1x0, e empatou com o Cabo Verde por 2 x 2. Em praticamente todos os gols, Muslera falhou ou poderia ter defendido melhor.

A repercussão foi imediata. A imprensa esportiva cometeu repetidas vezes os erros do goleiro entre junho e julho desta ano. Seu trabalho fou questionado. Corta para outubro. Três meses depois, contra o Flamengo, no Maracanã.

A rendenção contra o Flamengo

No maior palco do futebol brasileiro, o goleiro Muslera usou de sua experiência para levar o Estudiantes à final da Libertadores. Durante o tempo normal, fez defesas difíceis, orientou a equipe que jogou com 10 atletas durante praticamente todo o segundo tempo, ganhou segundos preciosos agarrando a bola e se jogando no chão.

Os pênaltis

Na marca da cal, o experiente goleiro uruguaio defendeu as cobranças de Jorginho, Lucas Paquetá e Bruno Henrique, três dos melhores atletas do atual elenco rubro-negro. Muslera, portanto, foi o craque do jogo.

Eis a rendenção após três meses. De falhas bizarras contra Cabo Verde e Colâombia na Copa, à noite de gala e protagonismo no Maracanã. Grande classificação do Estudiantes. Após 18 anos, está novamente na final.