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Saiba de quem é o jato que levou Flávio Bolsonaro na fuga para os Estados Unidos

Aeronave é operada pela argentina Baires Fly, citada em investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo contratos públicos durante o governo Javier Milei

Jatinho da Baires Fly usado por Flávio Bolsonaro e a família - Fotos: Divulgação

O jato que transportou Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a mulher e as duas filhas aos Estados Unidos é um Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, operado pela empresa argentina Baires Fly S.A. A companhia é citada em uma investigação judicial sobre suspeitas de lavagem de dinheiro na Argentina.

A apuração envolve contratos para compra de medicamentos e insumos destinados a pessoas com deficiência. Investigadores examinam transferências feitas por fornecedores à Baires Fly e suspeitam que notas fiscais de supostos serviços aéreos tenham sido usadas para dar aparência legal às movimentações financeiras.

A investigação também alcança Sergio Daniel Mastropietro, empresário do setor aeronáutico apontado como suspeito de participar das operações. A Baires Fly tem como proprietário formal Luis Grande. Até o momento, as informações divulgadas não comprovam que a viagem de Flávio tenha relação com as transações investigadas.

A empresa já havia transportado Javier Milei em novembro de 2023, quando o presidente argentino fez uma viagem aos Estados Unidos após vencer a eleição. Na ocasião, foi utilizado outro jato da companhia. O episódio confirma uma relação comercial anterior entre a Baires Fly e integrantes do círculo político de Milei, mas não demonstra participação do governo argentino no fretamento usado por Flávio.

Segundo a Direção Nacional de Migrações da Argentina, Flávio e seus familiares entraram no país por via terrestre na noite de terça-feira (27/10) e embarcaram em um voo privado com destino a Guayaquil, no Equador. Depois da escala, a aeronave seguiu para Miami, nos Estados Unidos.

Ainda não há esclarecimento público sobre quem contratou o jato e quem pagou pelo transporte. A Baires Fly não havia respondido aos questionamentos da imprensa sobre o voo. A presença da empresa em uma investigação não comprova, por si só, envolvimento de Flávio Bolsonaro nos fatos apurados pela Justiça argentina.