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Gravidez aumenta o desejo sexual? Especialista esclarece o que muda na intimidade do casal

Estudo com 1.390 participantes aponta que 55% percebem aumento da vontade de transar quando a parceira está grávida; obstetra esclarece mitos e possíveis restrições.

Gravidez pode aumentar o desejo sexual, mas não existe regra - Fotos: Divulgação

Uma pesquisa realizada pelo Sexlog, com 1.390 participantes, aponta que 55% afirmam sentir mais vontade de transar quando a parceira está grávida. Para 25,5%, o interesse permanece igual, enquanto 1,9% relatam diminuição do desejo.

O resultado contraria a ideia de que a gestação necessariamente reduz a vida sexual. Segundo a ginecologista e obstetra Camilla Pinheiro, as mudanças na libido variam ao longo dos trimestres e também dependem do bem-estar, da relação do casal e da percepção corporal da mulher.

No primeiro trimestre, náuseas, sono e cansaço podem reduzir o interesse. Já no segundo, algumas mulheres sentem mais disposição e excitação. No terceiro, o desconforto físico e a ansiedade com o parto podem diminuir novamente o desejo.

A especialista explica que, em gestações sem complicações, a relação sexual não machuca o bebê nem provoca aborto. A criança está protegida pelo útero e pelo líquido amniótico. Também não há evidências consistentes de que o sexo no fim da gravidez antecipe o parto.

As posições podem ser adaptadas conforme o conforto da gestante. No entanto, situações como placenta prévia, sangramento sem causa esclarecida, ruptura da bolsa e risco de parto prematuro podem exigir restrições, conforme avaliação médica.

Para 81,6% dos entrevistados, não haveria restrição ao sexo com uma mulher grávida, desde que existam consentimento e conforto. A obstetra reforça que respeitar o desejo e os limites da gestante é fundamental durante toda a gravidez.