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Crise política em Rio Largo: Câmara Municipal recorre contra decisão judicial
A crise política no município de Rio Largo se intensificou nesta quarta-feira (2) após a Câmara Municipal protocolar pedido de suspensão de liminar que determinou o retorno do prefeito Pedro Carlos da Silva Neto (PP) e do vice Peterson Henrique (PP) aos cargos. A decisão, proferida na terça-feira (1º) pelo juiz Guilherme Bubolz Bohm, da 1ª Vara local, anulou as supostas cartas de renúncia por considerar indícios de falsidade ideológica.
O que diz a Justiça?
O magistrado destacou inconsistências graves nos documentos:
- Assinaturas com canetas diferentes (inclusive na data);
- Ausência de timbre oficial ou reconhecimento de firma;
- Texto extremamente simplório (apenas 3 linhas sem justificativas);
- Declarações do prefeito negando a autenticidade.
"É provável que os documentos padecem de falsidade ideológica, não representando a verdadeira vontade dos impetrantes", afirmou o juiz.
A versão da Câmara
O Legislativo local alega que:
- A autenticidade só pode ser invalidada após perícia técnica;
- A decisão judicial feriria a autonomia do Poder Legislativo.
Importante salientar que ainda na terça-feira (1°) o presidente da Câmara, Rogério Silva, classificou as declarações do prefeito como "criminosas" e o acusou de ser um "fantoche", sem contribuir significativamente para a cidade. Ele ainda ressaltou que sua posse como prefeito interino foi legal e ocorreu dentro dos parâmetros da legislação vigente. Além disso, destacou que novas eleições devem ser convocadas dentro de 90 dias, conforme determina a lei.
Entenda o caso
As cartas foram lidas em sessão extraordinária na segunda-feira (31), mas o prefeito reagiu em vídeo, classificando o ato como "tentativa de golpe": "Não existe renúncia. Um documento inconstitucional e inválido".
Próximos passos
- A Câmara aguarda análise do recurso contra a liminar;
- O prefeito e o vice seguem no cargo até decisão final.
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