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Laudo aponta agressões e intoxicação medicamentosa na morte de Cláudia Pollyanne

Polícia Civil investiga circunstâncias do óbito e perito indica sinais de violência reiterada

Laudo cadavérico foi elaborado pelo perito médico-legista Lucas Emanuel - Fotos: Ascom Polícia Científica

O laudo cadavérico do Instituto Médico Legal (IML) revelou indícios de agressões físicas e intoxicação medicamentosa no corpo da esteticista Cláudia Pollyanne, de 41 anos, cuja morte segue sob investigação da Polícia Civil de Alagoas (PCAL). Ela morreu dentro de uma clínica de reabilitação, em Marechal Deodoro, na região metropolitana de Maceió, no último sábado (9).

De acordo com o perito médico-legista Lucas Emanuel, foram identificadas múltiplas lesões externas em diferentes regiões do corpo e em variados estágios de evolução. As marcas mais recentes estavam no rosto, com destaque para uma extensa equimose no olho direito, compatível com impacto de objeto contundente. Lesões mais antigas foram encontradas no abdome e na coxa esquerda, sugerindo episódios reiterados de violência.

O exame também apontou sinais de traumatismo cranioencefálico, que, embora não fossem letais de imediato, podem ter contribuído para o desfecho fatal. Segundo o perito, a presença de petéquias nas mucosas traqueal, pulmonares e cardíacas, associada à intensa congestão pulmonar, indica um quadro de insuficiência respiratória decorrente de asfixia e hipóxia.

A análise toxicológica, feita pelo Instituto de Criminalística, confirmou a presença de múltiplos medicamentos de diferentes classes — como antidepressivos, antipsicóticos, benzodiazepínicos e antiepilépticos —, muitos com efeito sedativo significativo. Com base nos achados, o laudo concluiu que a causa da morte foi insuficiência respiratória aguda, associada ao uso de medicamentos e a traumatismos cranianos. A Polícia Civil dará continuidade às investigações para esclarecer a dinâmica dos fatos.