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Condenação por homicídio cometido há 24 anos faz justiça para família de vítima em Alagoas

Ministério Público obtém sentença de mais de nove anos para réu que matou José Francisco, deixando órfão um filho com Síndrome de Down e provocando décadas de sofrimento à família

Ministério Público garante condenação de homicida após 24 anos do cometimento do crime - Fotos: Assessoria

Após mais de duas décadas do crime, o réu Antônio Santos finalmente foi levado ao tribunal e condenado pela morte de José Francisco de Oliveira, em um julgamento realizado na última quarta-feira (26). O homicídio, ocorrido em 2021, só agora teve sua resposta judicial, resultando em uma pena de 9 anos, quatro meses e 15 dias de prisão em regime fechado. A atuação do Ministério Público de Alagoas (MPAL), representado pela promotora de Justiça Adilza de Freitas, foi decisiva para que a punição fosse reconhecida pelo Conselho de Sentença.

Para o MPAL, a condenação representa um ato de justiça diante da dor e das consequências irreparáveis vividas pela família da vítima, que passou anos desestruturada após o assassinato. José Francisco deixou um filho com Síndrome de Down, que desenvolveu regressão e depressão após perder a única referência familiar responsável pelos seus cuidados.

Durante o julgamento, a promotora Adilza de Freitas ressaltou que o tempo não pode ser motivo para impunidade. “O Conselho de Sentença entendeu que o réu deveria pagar pela violência cometida, tirar a vida de alguém que sustentava a família e era essencial para uma criança especial”, afirmou.

Segundo os autos, réu e vítima eram conhecidos e se envolveram em uma discussão momentos antes do crime. Após ameaçar José Francisco e deixar o local, Antônio retornou e efetuou vários disparos. A frieza do ato ficou marcada no processo: mesmo com a vítima agonizando no chão, o acusado ainda pisou em seu pescoço, reforçando as ameaças diante dos moradores que testemunharam a brutalidade.