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Médico preso em operação da PF teria ligação com contratos da Saúde de Alagoas, diz jornalista

Investigação apura movimentação financeira, contratos públicos e possíveis reflexos em Porto de Pedras

Dinheiro apreendido pela Polícia Federal - Fotos: Ascom PF

Um médico de 25 anos preso em flagrante pela Polícia Federal, em Maceió, na última quinta-feira (9/1), durante uma operação que apura crimes financeiros, teria ligação com a movimentação de recursos oriundos de contratos públicos da área da Saúde em Alagoas, com reflexos diretos no município de Porto de Pedras. As informações são do jornalista investigativo Wadson Correia.

A prisão ocorreu após o médico ser abordado por agentes federais logo depois de sair de uma agência bancária, transportando mais de R$ 500 mil em espécie dentro de uma mochila. Para a Polícia Federal, a forma de transporte do dinheiro e o volume apreendido indicam possível tentativa de ocultação da origem dos valores. Um inquérito policial foi instaurado para apurar os fatos.

De acordo com as informações divulgadas, o médico é proprietário de uma empresa que mantém contratos com entidades públicas no estado. As investigações apontam que ele teria realizado saques de valores elevados nas semanas anteriores à prisão, prática agora analisada pelos investigadores no contexto de suspeitas envolvendo lavagem de dinheiro e corrupção.

Ainda segundo os dados apurados, o caso teve repercussão no município de Porto de Pedras, onde o então secretário municipal de Saúde pediu exoneração do cargo após ter o nome citado nas investigações conduzidas pela Polícia Federal. O ex-gestor passou a ser investigado no mesmo inquérito que apura a destinação dos recursos e a atuação de empresas contratadas pelo poder público.

As apurações também analisam a dinâmica de convênios e contratos na área da Saúde, incluindo a relação entre prefeituras, empresas privadas e o fluxo financeiro desses acordos. A Polícia Federal informou que continua reunindo provas para esclarecer a origem do dinheiro apreendido, a legalidade dos contratos firmados e a eventual participação de outros agentes públicos ou privados no esquema investigado.