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BRK é alvo de autuação após despejo irregular de esgoto atingir praia da Ponta Verde

Ligação clandestina lançava cerca de 20 mil litros diários de efluentes no mar e foi identificada durante a Operação Língua Suja, em Maceió

Combate ao esgoto clandestino - Fotos: Assessoria

Uma fiscalização realizada na tarde desta segunda-feira (12/1), no bairro da Ponta Verde, em Maceió, resultou na identificação de um grave lançamento irregular de esgoto sanitário diretamente na rede de drenagem pluvial, com deságue no mar. A irregularidade foi constatada durante a Operação Língua Suja, conduzida por equipes do Instituto de Pesquisa, Planejamento e Licenciamento Urbano e Ambiental de Maceió (Iplam) e da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminfra).

Segundo os técnicos envolvidos na ação, o esgoto tinha origem em uma caixa de passagem localizada na calçada de um edifício residencial e estava conectado de forma indevida à galeria de águas pluviais, estrutura que deve ser utilizada exclusivamente para o escoamento da água da chuva. A prática viola a legislação ambiental municipal, prevista na Lei nº 4.548/1996.

A inspeção apontou que o lançamento irregular contribuía diretamente para a contaminação da faixa de areia da praia da Ponta Verde. A estimativa dos órgãos municipais é de que aproximadamente 20 mil litros de esgoto por dia tenham sido despejados de forma contínua no sistema, agravando os riscos ambientais e à saúde da população.

A origem do problema foi identificada após o efluente alcançar a orla, o que levou as equipes a realizarem uma varredura detalhada na rede de drenagem da região. Durante a vistoria, ficou comprovada a ligação irregular entre a rede de esgotamento sanitário e a galeria pluvial, caracterizando uma fonte poluidora ativa.

No momento da fiscalização, o representante legal do condomínio apresentou faturas da BRK Ambiental, concessionária responsável pelos serviços de água e esgoto, comprovando que o imóvel possui acesso ao sistema regular de coleta. No entanto, conforme os órgãos municipais, o serviço não vinha sendo executado de forma adequada, resultando no despejo indevido dos efluentes.

Diante da constatação, a BRK Ambiental foi formalmente notificada a interromper imediatamente o lançamento irregular e a adotar as providências técnicas necessárias para sanar a falha. A empresa também foi autuada pelo Iplam.

O instituto informou ainda que a Operação Língua Suja seguirá sendo intensificada em diversas áreas da capital, especialmente nas regiões próximas ao litoral, com o objetivo de coibir práticas ilegais, proteger o meio ambiente e reduzir os impactos da poluição sobre a saúde pública e os ecossistemas costeiros.