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Criança sobrevive após ser atingida por coco em Maragogi graças a atendimento de urgência
Menina de 10 anos sofreu traumatismo craniano grave, passou por cirurgia no HGE e se recupera bem
Uma resposta rápida da rede pública de saúde foi decisiva para salvar a vida de Maya Heloísa dos Santos Silva, de 10 anos, vítima de um grave acidente ocorrido no povoado São Bento, em Maragogi, no Litoral Norte de Alagoas. Moradora de Satuba, a criança estava passando as férias escolares na região quando foi atingida na cabeça por um coco que se desprendeu do alto de um coqueiro, provocando afundamento de crânio.
O acidente aconteceu na última semana, enquanto Maya estava acompanhada de um primo de 25 anos. Após o impacto, ela foi levada imediatamente para uma unidade de saúde local. Diante da gravidade do quadro, a Central de Regulação acionou o protocolo de urgência e garantiu a transferência rápida da menina para o Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió.
“Quando ele [o primo] terminou de falar que o coco só cairia se estivesse ventando, o coco caiu na minha cabeça. Foi muito rápido! Eu caí no chão e não senti nada. Só vi o sangue escorrendo na minha cabeça. Nessa hora, a minha prima e o meu irmão saíram correndo para avisar a todo mundo. O meu primo me pegou no colo e saiu correndo até a casa da minha tia. Lá, ele pegou a chave do carro, me colocou no colo da minha tia e a gente foi correndo atrás de ajuda”, relatou Maya, estudante do quinto ano, ao lembrar do momento do acidente.
No HGE, a criança foi submetida a uma nova avaliação por equipes de neurologia e neurocirurgia. Diante do diagnóstico de traumatismo cranioencefálico grave com afundamento ósseo, foi necessária uma intervenção cirúrgica imediata para correção da fratura e prevenção de sequelas neurológicas.
“A paciente chegou com um traumatismo cranioencefálico importante, com afundamento ósseo. Felizmente, o socorro foi rápido desde o local do acidente, o que fez toda a diferença no desfecho. A cirurgia transcorreu bem, sem intercorrências, e a evolução clínica é muito positiva. A previsão é de alta hospitalar nos próximos dias”, explicou a médica pediatra Andréa Pinheiro.
A tia da menina, Mayra Alves dos Santos, de 31 anos, acompanhou todo o atendimento e destacou a importância de cada etapa do socorro. “Foi desesperador. A gente nunca imagina que um coco pode causar tudo isso. Mas só tenho gratidão. Desde o primo que correu com ela no colo, até cada profissional que cuidou da minha sobrinha. Todos foram essenciais”, afirmou.
Para o diretor médico do HGE, Miquéias Damasceno, o caso evidencia o funcionamento integrado da rede estadual de saúde, desde o atendimento inicial até a assistência especializada. “Cada etapa foi fundamental para salvar a vida dessa criança. E isso também se deve ao fato do HGE contar com equipes multidisciplinares preparadas para situações de alta complexidade. É muito gratificante ver uma criança evoluindo bem após um trauma tão grave”, comentou.
Uma semana após o acidente, Maya segue internada na ala pediátrica, em recuperação satisfatória, cercada pelo apoio da família e da equipe de saúde. O episódio reforça a importância da atenção imediata em casos de trauma e serve de alerta para cuidados preventivos em áreas com coqueiros, comuns em regiões urbanas e turísticas.
Especialistas recomendam evitar circular ou estacionar sob coqueiros, manter a retirada preventiva de cocos maduros e, em qualquer impacto na cabeça, buscar atendimento médico imediato, mesmo quando não há sintomas aparentes.
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