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Perícia identifica arma usada na morte de coordenador das categorias de base do CRB em Maceió

Confronto balístico aponta revólver calibre 38 como o utilizado no crime e laudo reforça provas da investigação

Perita criminal Renata Azevedo examinou as três armas no micrompador balístico - Fotos: Ascom Polícia Científica

O Instituto de Criminalística de Maceió concluiu o exame pericial que identificou a arma de fogo empregada no assassinato do coordenador supervisor das categorias de base do CRB, Johanisson Carlos Lima Costa, de 33 anos. O resultado foi obtido por meio de confronto balístico realizado por especialistas da Polícia Científica e já foi encaminhado à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pelo inquérito.

Três armas apreendidas durante diligências policiais — uma pistola e dois revólveres — passaram por testes técnicos detalhados. As marcas microscópicas deixadas nos projéteis de teste foram comparadas com o projétil retirado do corpo da vítima durante necropsia no Instituto Médico Legal.

A análise apontou compatibilidade com um dos revólveres calibre 38. Segundo a perícia, o resultado confirma materialmente qual armamento foi utilizado no homicídio e fortalece o conjunto de provas técnicas reunidas até o momento.

O crime aconteceu na manhã de 23 de janeiro, em via pública de Maceió. Após o assassinato, os suspeitos deixaram o local e passaram a ser procurados pelas forças de segurança.

Dois dias depois, uma ação policial localizou o executor e outros dois envolvidos. Durante a abordagem houve troca de tiros e os três suspeitos foram atingidos. Eles chegaram a ser levados ao Hospital Geral do Estado, mas não sobreviveram.

As investigações indicam que o homicídio teria sido previamente planejado e envolveria pagamento em dinheiro. Outras duas pessoas apontadas como participantes da ação criminosa foram presas e permanecem à disposição da Justiça.

Além de confirmar a arma utilizada neste caso, a perícia fará novos exames para verificar se os armamentos apreendidos têm ligação com outros homicídios. Os padrões balísticos também serão inseridos em banco de dados nacional, permitindo comparações com vestígios coletados em crimes ocorridos em diferentes estados.