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Prefeitura leva serviços essenciais às grotas e amplia inclusão social em Maceió

Programa Brota na Grota já soma mais de 250 mil atendimentos e investimentos superiores a R$ 150 milhões em ações sociais e urbanas espalhadas pela capital

Dona Marlene de Lima Batista fez o cadastro do Bolsa Família - Fotos: Alisson Frazão/Secom Maceió

Um modelo de atendimento que sai dos prédios públicos e vai direto às comunidades vem mudando a dinâmica de acesso a serviços essenciais em Maceió. Com estrutura itinerante e atuação integrada de diversas secretarias, o programa Brota na Grota já soma mais de 250 mil atendimentos e investimentos superiores a R$ 150 milhões em ações sociais e urbanas espalhadas pela capital.

A iniciativa percorre regiões historicamente afastadas dos equipamentos públicos, especialmente grotas e áreas periféricas. Segundo dados do IBGE, Maceió possui 192 localidades classificadas como favelas, sendo 94 grotas. O programa passou por todas essas grotas e atingiu a maior parte das demais áreas vulneráveis, levando desde atendimentos de saúde até serviços de documentação, assistência social e intermediação de emprego.

A estrutura funciona como um mutirão multifuncional. Em um único dia de ação, moradores conseguem atualizar o Cadastro Único, acessar benefícios sociais, realizar consultas médicas, se vacinar, buscar vagas de trabalho e participar de oficinas de capacitação profissional e inclusão digital. Também há serviços de orientação jurídica, atividades recreativas para crianças e ações de cuidado com animais.

Na assistência social, milhares de famílias regularizaram cadastros e ingressaram em programas de transferência de renda e proteção social. Só nesse eixo foram quase dez mil atendimentos diretos, incluindo novos registros no Cadastro Único, emissão de cartões de benefícios e acompanhamentos para acesso a prestações continuadas.

Na saúde, o atendimento preventivo ganhou capilaridade dentro das comunidades. Mais de 22 mil procedimentos e consultas foram realizados, com foco em clínica geral, nutrição, vacinação e orientações básicas de cuidado, reduzindo a necessidade de deslocamentos longos até unidades fixas.

O impacto também aparece na geração de renda. Por meio da intermediação de mão de obra e de cursos rápidos, moradores passaram a ter acesso mais direto a oportunidades de emprego formal e a capacitações voltadas ao empreendedorismo e à tecnologia.

Além dos serviços imediatos, o programa impulsionou intervenções físicas nas comunidades. Escadarias, corrimãos, pontes de pedestres, iluminação em LED, praças e áreas esportivas melhoraram a mobilidade e a segurança em locais antes marcados por difícil acesso e baixa infraestrutura urbana.

A proposta central é inverter a lógica tradicional do atendimento público, concentrando esforços onde a demanda é maior e reduzindo barreiras de distância e burocracia. Ao levar a estrutura administrativa para dentro das comunidades, o programa amplia o alcance das políticas públicas e transforma áreas antes negligenciadas em polos ativos de cidadania e serviços.