» Política
Deputado critica suposta segurança policial a empresário investigado e cobra explicações do Governo de Alagoas
Cabo Bebeto afirma que Estado estaria protegendo sócio de construtora acusada de prejuízo milionário em Arapiraca e pede revisão da medida
Durante sessão ordinária realizada nesta quinta-feira (5/3), na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE-AL), o deputado estadual Cabo Bebeto (PL) fez críticas ao Conselho Estadual de Segurança Pública de Alagoas (Conseg/AL), ao Governo de Alagoas e à Justiça após a informação de que um dos sócios de uma construtora investigada por prejuízos milionários estaria recebendo segurança policial no município de Arapiraca.
Segundo o parlamentar, a empresa é acusada por clientes de causar prejuízos que ultrapassariam R$ 50 milhões em negociações imobiliárias. Ele afirmou que o empreendimento entrou em processo de recuperação judicial e que, nesse tipo de situação, os consumidores afetados acabam tendo que aguardar decisões da Justiça e, muitas vezes, aceitar perdas financeiras.
“Quem tomou prejuízo terá que esperar, ter paciência e abrir mão de uma parcela dessa perda financeira. Porque assim é o entendimento do direito quando há recuperação judicial de uma empresa”, declarou o deputado durante o pronunciamento.
Cabo Bebeto relatou ainda que foi procurado por pessoas que dizem ter sido lesadas pela construtora e que teriam informado sobre a existência de segurança policial destinada a um dos sócios da empresa. Para o parlamentar, a situação representaria uma inversão de prioridades do poder público.
“Policiais estão fazendo a segurança de um desses sócios que causou um prejuízo de R$ 50 milhões para muitos homens e mulheres de bem, e o Estado está, agora, protegendo quem lesou as pessoas”, afirmou.
O deputado cobrou explicações das autoridades e disse que, caso a medida tenha respaldo legal, o caso deveria ser reavaliado. “Fica aqui a minha crítica ao Conseg, ao Governo do Estado e à Justiça, porque, se foi feito isso, é porque há algum amparo legal, mas isso precisa ser revisto”, completou.
Ainda durante o discurso, o parlamentar também criticou a prisão administrativa de dois sargentos da Polícia Militar de Alagoas, lotados no 3º Batalhão. Segundo ele, os militares teriam sido detidos por 72 horas após conversas em aplicativos de mensagens.
Para Cabo Bebeto, o modelo disciplinar das forças militares ainda segue normas consideradas ultrapassadas. “Para quem não conhece o militarismo, ele é um sistema arcaico, ultrapassado e abusivo, que se aproveita de uma lei antiga que não cabe mais hoje e que dá brecha para que pessoas sejam presas de forma sumária, sem o devido processo legal e o direito ao contraditório”, declarou.
» MAIS LIDAS
-
1
ZONA DA MATA
Caminhão tomba em São José da Laje e motorista é socorrido pelos Bombeiros
-
2
JUSTIÇA ELEITORAL
TRE de Alagoas convoca eleitores: saiba como verificar se sua biometria está cadastrada
-
3
POLÍTICA
Ala majoritária do TCU avalia barrar eventual posse de Arthur Lira
-
4
ASSISTÊNCIA SOCIAL
Prefeitura de Murici distribuiu cestas nutricionais a 2.700 famílias pelo programa Alimenta Murici
-
5
POLÍCIA
Entregador tem moto furtada em estacionamento e faz apelo para recuperar veículo em Maceió