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MTE atualiza Lista Suja com 82 novos empregadores por trabalho análogo à escravidão; confira

Cadastro reúne casos identificados entre 2024 e 2026 e passa a registrar 553 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão

"Lista suja" do trabalho escravo em Alagoas - Fotos: Reprodução/funtrab

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) atualizou nesta terça-feira (6/10) o Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão. A lista recebeu 82 novos nomes, 51,48% a menos que na atualização anterior.

Os registros envolvem 54 pessoas físicas e 28 pessoas jurídicas, distribuídas por 21 estados. Minas Gerais lidera com 19 casos, seguido pela Bahia, com oito. Amazonas e Maranhão aparecem na sequência, com seis ocorrências cada.

Entre as atividades com mais inclusões estão a criação de bovinos para corte, com oito casos; serviços domésticos, com sete; produção de carvão vegetal e café, com seis cada; e construção de edifícios, com cinco. Ao todo, 553 trabalhadores foram afetados.

A atualização também retirou 151 nomes que completaram dois anos de publicação no cadastro. A lista é atualizada semestralmente e inclui empregadores somente após o encerramento do processo administrativo, com decisão definitiva pela procedência da autuação.

Segundo o MTE, o cadastro existe desde 2003 e busca dar transparência às fiscalizações. Desde 1995, mais de 70 mil trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão, com mais de R$ 171 milhões pagos em verbas salariais e rescisórias durante as operações.

Confira lista completa abaixo