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Tentativa de Golpe: Prefeito de Rio Largo entra na Justiça para barrar afastamento

Carlos (PP) alega falsificação de documento; Câmara Municipal já havia anunciado substituição

Prefeito Carlos entrou com ação para impedir sua deposição do cargo - Fotos: Reprodução/Instagram

O caos político em Rio Largo agora envolve o Legislativo, Executivo e o Judiciário. O prefeito Pedro Carlos da Silva Neto (PP), entrou com um mandado de segurança para impedir seu afastamento do cargo. A ação judicial foi motivada pelo anúncio da Câmara Municipal, na segunda-feira (31), de que o gestor teria renunciado ao mandato, fato já negado por ele em coletiva.

O processo, registrado sob o número 0700911-10.2025.8.02.0051 na 1ª Vara Cível de Rio Largo, tramita com prioridade e busca anular a posse do presidente da Câmara, vereador Rogério Silva (PP), que tentou invadir a prefeitura na segunda (31). O prefeito alega que a suposta carta de renúncia usada como justificativa é um documento falso.

Declarações contundentes

Sobre o caso, Carlos, que abandonou o sobrenome Gonçalves com o qual foi eleito, simbolizando o rompimento com o tio Gilberto Gonçalves, ex-prefeito de Rio Largo, foi enfático:

"Não renunciei ao meu mandato. Não existe carta de renúncia com minha assinatura. É uma carta falsa, fruto de uma tentativa criminosa de golpe. Eu assumi um compromisso com a população de Rio Largo e vou cumprir. Rio Largo não tem dono. É uma cidade do povo e de Deus. Sigo sendo prefeito, eleito democraticamente", afirmou.

Partes envolvidas


A ação judicial tem como impetrantes o vice-prefeito Peterson Henrique e Carlos. Já os impetrados incluem os vereadores:

- Rogério Silva (PP) – presidente da Câmara

- Rafael Rudson Feitosa Pinto

- Carlos Henrique Rolin Vasconcelos

- Douglas Henrique de França

- Márcio Soares Cavalcante

O caso está sob análise do juiz Guilherme Bubolz Bohm. Pedro Carlos foi eleito em 2024 com 32.496 votos e mantém que segue à frente da administração municipal. Importante também lembrar que Gilberto Gonçalves foi exonerado do cargo de secretário de Estado do município, onde era chamado de 'supersecretário' ainda na noite de segunda-feira. 

Estranhamente, o deputado federal Arthur Lira que é do mesmo partido que o prefeito e o ex-prefeito, não se pronunciou sobre o caso até o momento. Já o senador Renan Calheiros (MDB) usou as redes sociais para acusar Gilberto e "seu deputado federal" de articularem o golpe