» Sociedade
Cansaço persistente pode ser sinal de adoecimento emocional, alerta especialista
Psicóloga destaca que fadiga prolongada, mesmo após descanso, merece atenção e avaliação em saúde mental
O mês de janeiro é marcado pela campanha Janeiro Branco, que chama a atenção da sociedade para a importância da saúde mental. Dentro desse contexto, a psicóloga da Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau), Tereza Cristina, alerta que o cansaço excessivo e persistente pode ir além do desgaste físico e indicar um processo de adoecimento emocional.
Segundo a especialista, é fundamental diferenciar o cansaço considerado comum daquele que merece investigação. Enquanto a fadiga habitual tende a melhorar após descanso ou pausas na rotina, o cansaço associado ao sofrimento psíquico permanece por dias ou semanas, mesmo após dormir, e costuma vir acompanhado de outros sinais, como desânimo constante, irritabilidade, dificuldade de concentração e alterações no sono e no apetite.
A psicóloga explica que esse esgotamento não surge apenas de fatores individuais, mas está fortemente relacionado às condições de vida e às pressões sociais. Ansiedade, depressão, estresse crônico e a síndrome de Burnout estão entre os quadros mais associados à fadiga persistente. Além disso, questões clínicas, como distúrbios hormonais, anemia e problemas do sono, também podem estar envolvidas, o que reforça a necessidade de uma avaliação integral da saúde.
Tereza Cristina destaca ainda que o sofrimento emocional costuma se manifestar fisicamente. Dores de cabeça frequentes, tensão muscular, dores nas costas, desconfortos no estômago, sensação de peso no corpo e exaustão constante são respostas comuns do organismo a um estado prolongado de estresse psíquico. Para a psicóloga, corpo e mente atuam de forma integrada, e os impactos emocionais inevitavelmente repercutem no físico.
O alerta para buscar ajuda deve acender quando o cansaço interfere nas atividades diárias, no trabalho, nos estudos ou nas relações pessoais. De acordo com a profissional, procurar uma unidade de saúde nesse momento é um ato de cuidado e prevenção, e não sinal de fraqueza. Os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) estão preparados para oferecer escuta qualificada, avaliação adequada e encaminhamento para acompanhamento em rede, quando necessário.
Por fim, a psicóloga reforça que cuidar da saúde mental é uma responsabilidade compartilhada. Além das escolhas individuais, o bem-estar emocional depende de condições dignas de vida, trabalho, apoio social e acesso a políticas públicas que promovam cuidado, prevenção e qualidade de vida para a população alagoana.
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