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Servidores denunciam calor extremo e falhas estruturais em setores administrativos ligados ao HGE
Relatos apontam falta de climatização, mobiliário danificado e riscos à saúde de trabalhadores instalados em prédio anexo na capital
Trabalhadores vinculados ao Hospital Geral do Estado de Alagoas (HGE) denunciaram condições consideradas precárias nos setores administrativos instalados há cerca de um ano nos dois primeiros andares do prédio do HEMOAL Trapiche, em Maceió. As reclamações ganharam força após uma visita técnica realizada por representantes do SINDPREV-AL, que apontou problemas estruturais e ambientais no local.
Segundo os relatos, o ambiente apresenta calor intenso e ausência de ventilação adequada, mesmo com a presença de aparelhos de ar-condicionado que estariam desligados. Trabalhadores afirmam que a decisão teria sido tomada para evitar sobrecarga nos geradores elétricos. Além disso, bebedouros sem funcionamento obrigariam servidores a consumir água em temperatura ambiente durante o expediente.
Funcionários relatam sintomas como mal-estar, dores de cabeça, fadiga e queda de rendimento em razão das altas temperaturas. Também foram mencionados danos na estrutura física, como partes do teto comprometidas, cadeiras quebradas, colchões rasgados nas áreas de descanso e necessidade de levar ventiladores de casa. Há ainda denúncias de presença de roedores nos corredores e de profissionais atendendo pacientes em salas fechadas sem climatização.
Outro ponto crítico é a falta de acessibilidade. O elevador estaria sem funcionar há cerca de dois anos, obrigando servidores a subir e descer escadas diariamente para o deslocamento entre os andares e transporte de materiais. Especialistas em legislação trabalhista avaliam que as condições podem configurar descumprimento de normas relacionadas à ergonomia e ao conforto térmico no ambiente profissional.
Diante da situação, trabalhadores encaminharam representações ao sindicato, que informou ter solicitado atuação do Ministério Público do Trabalho para apuração dos fatos e eventual adoção de medidas emergenciais. Em manifestações públicas, o sindicato também criticou a condução da gestão estadual sob responsabilidade do Paulo Dantas, cobrando providências imediatas para garantir condições dignas de trabalho e segurança aos profissionais da saúde.
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