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Uso do celular antes de dormir pode afetar o sono e aumentar a ansiedade

Especialista alerta para efeitos das telas no descanso, na concentração e no humor e recomenda mudanças na rotina noturna para reduzir os impactos

Pessoa mexendo no celular - Fotos: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Consultar mensagens, navegar nas redes sociais e assistir a vídeos na cama pode dificultar o descanso e afetar o bem-estar emocional. O uso do celular até os últimos minutos antes de dormir mantém o cérebro exposto a estímulos que podem atrapalhar o relaxamento.

Segundo Claudia Melo, coordenadora do curso de Psicologia da Faculdade Anhanguera, a exposição às telas pode aumentar o estado de alerta e dificultar o início e a profundidade do sono. A luz emitida pelos aparelhos também pode interferir na produção de melatonina, hormônio relacionado ao ciclo de sono e vigília.

Entre os cinco impactos associados ao hábito estão a dificuldade para adormecer, interrupções durante a noite, aumento da ansiedade, maior dificuldade para interromper o uso das telas e cansaço no dia seguinte. Os efeitos variam conforme a rotina e a relação de cada pessoa com a tecnologia.

A falta de descanso adequado pode comprometer a concentração, a disposição e o humor. Notificações, vibrações e a expectativa de receber mensagens também podem interromper o sono ou estimular a pessoa a conferir o aparelho durante a noite.

Para reduzir esses efeitos, a especialista recomenda evitar o celular pelo menos 30 minutos antes de dormir, desativar notificações e deixar o aparelho longe da cama. Diminuir a iluminação, adotar atividades relaxantes e estabelecer horários regulares para dormir também podem favorecer o descanso.

Claudia ressalta que criar limites para o uso da tecnologia antes de deitar ajuda a separar as atividades digitais do momento de repouso. A adoção de uma rotina noturna mais tranquila pode contribuir para a saúde física e emocional.