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Morte de professor da UFAL em Arapiraca segue sob investigação e aguarda exames toxicológicos

Necropsia não identificou sinais de violência física; análises laboratoriais e perícias técnicas devem esclarecer causa do óbito de coordenador do curso de Medicina

Equipamento de última geração foram usados na coleta de material - Fotos: Ascom PCAL

A morte do professor da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Carlos Alberto de Carvalho Fraga, de 38 anos, continua sendo investigada pela Polícia Científica de Alagoas. Responsável pela necropsia, o médico legista Guilherme Paiva, do Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca, informou que o corpo não apresentava sinais aparentes de violência física, o que levou à solicitação de exames complementares para identificar a causa do falecimento.

De acordo com o legista, foram coletadas amostras biológicas encaminhadas ao Laboratório Forense para análises toxicológicas. Os resultados deverão indicar se houve influência de fatores externos ou clínicos na morte e serão determinantes para a emissão do laudo cadavérico definitivo.

Carlos Alberto atuava como coordenador do curso de Medicina da UFAL no Campus Arapiraca e foi encontrado sem vida na manhã da segunda-feira (9), dentro da própria residência, localizada no Residencial Pedro Tertuliano, no bairro Massaranduba.

Paralelamente, equipes do Instituto de Criminalística do Agreste realizaram a perícia no local da ocorrência. Segundo a perita Isadora Davi, foram coletados diversos vestígios biológicos, químicos e papiloscópicos, com utilização do equipamento ForenScope CSI Pro 3, tecnologia recente incorporada às investigações em Alagoas.

Todo o material recolhido será analisado nos laboratórios forenses da capital, seguindo protocolos de cadeia de custódia, para contribuir com a elucidação das circunstâncias que envolveram a morte do professor. A conclusão das análises técnicas deve orientar os próximos passos da investigação.