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Alagoas reforça vigilância contra febre maculosa e orienta municípios sobre monitoramento de carrapatos

Nota técnica da Sesau estabelece fluxo de coleta, envio de amostras e medidas preventivas para reduzir riscos da doença no estado

A Febre Maculosa é uma doença infecciosa aguda causada por bactérias do gênero Rickettsia, transmitidas principalmente por carrapatos - Fotos: Reprodução

A vigilância contra a febre maculosa em Alagoas ganhou novas diretrizes com a publicação de uma nota informativa voltada aos municípios, nesta quinta-feira (13/2), que detalha procedimentos para monitoramento de vetores, coleta de amostras e ações preventivas diante da possível circulação da doença no território estadual. O documento orienta desde a identificação de áreas de risco até a adoção de medidas educativas e de controle ambiental.

De acordo com a orientação técnica, a febre maculosa é uma doença infecciosa aguda causada por bactérias do gênero Rickettsia, transmitidas principalmente por carrapatos. A enfermidade apresenta gravidade variável e pode evoluir rapidamente para quadros severos quando o diagnóstico e o tratamento não são realizados de forma precoce, exigindo atenção constante das equipes de saúde e vigilância.

O documento destaca que, em Alagoas, apenas um município possui registro confirmado da doença até o momento, mas não há elementos suficientes para descartar a presença do patógeno em outras regiões. Por isso, as autoridades recomendam vigilância ativa, investigação de casos suspeitos e monitoramento ambiental contínuo em áreas consideradas vulneráveis.

Entre as ações previstas está a coleta de carrapatos por profissionais capacitados, com acondicionamento adequado e envio das amostras ao Laboratório Central de Saúde Pública de Alagoas para análise e possível encaminhamento a laboratórios de referência nacional. As técnicas recomendadas incluem arrasto em vegetação, coleta direta em hospedeiros e uso de armadilhas com dióxido de carbono para captura ativa dos vetores.

A nota também reforça a necessidade de uso obrigatório de Equipamentos de Proteção Individual durante as atividades de campo, além da promoção de ações educativas junto à população e capacitações para profissionais da rede assistencial. A estratégia busca ampliar a detecção precoce, fortalecer a vigilância epidemiológica e reduzir o impacto da doença no estado.

Segundo a orientação, municípios com registros confirmados devem manter monitoramento ambiental por, no mínimo, cinco anos após o último caso, garantindo o acompanhamento da circulação de vetores e a adoção de respostas rápidas diante de novos riscos.