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Laudo divulgado pela Polícia Civil revela análise psicológica do serial killer de Maceió

Defesa tentou alegar doença mental, mas perito conclui sobre a consciência do réu em relação aos crimes cometidos

Albino Santos de Lima é acusado de pelo menos dez homicídios - Fotos: Ascom PC-AL/Divulgação

O laudo médico solicitado pela defesa de Albino dos Santos, conhecido como o serial killer de Maceió, descartou a possibilidade de que ele sofra de doença mental, o que o tornaria inimputável. A defesa havia solicitado o exame com o objetivo de alegar que Albino não tinha consciência de seus crimes, mas o documento concluiu que ele estava plenamente ciente das ações que praticou.

De acordo com o laudo pericial, Albino foi diagnosticado como imputável, ou seja, ele tinha plena consciência da ilicitude de seus atos. Ele é acusado de matar 18 pessoas e tentar matar outras 6 em Maceió. O laudo foi elaborado por um médico psiquiatra do Centro Psiquiátrico Judiciário e servirá para dar seguimento ao processo judicial.

O delegado Gilson Rêgo reforçou que o documento confirma o que a Polícia Civil de Alagoas (PCAL) já havia levantado durante as investigações. A defesa de Albino havia solicitado o exame na tentativa de provar que ele sofria de doença mental e não sabia o que estava fazendo. No entanto, o laudo afasta essa possibilidade, apontando que ele agia de forma planejada e premeditada.

"De fato, ele tinha plena consciência dos crimes, inclusive da gravidade. No primeiro interrogatório, ele, de forma muito astuciosa, chegou a negar a prática de todos esses crimes, só começando a confessar no segundo", reforçou a autoridade policial.

Embora o laudo tenha sido solicitado no âmbito da investigação do homicídio de Beatriz, ele poderá ser utilizado também em outros casos em que Albino é acusado, dependendo da decisão da justiça alagoana. Albino será julgado no tribunal do júri e, se condenado, cumprirá pena no regime prisional comum.